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domingo, 11 de novembro de 2012

Freira 'viciada' em jogatina é suspeita de ter roubado R$ 260 mil de paróquias nos EUA

Uma freira americana enfrenta acusação criminal por roubo de US$ 128 mil (cerca de R$ 260 mil) de duas paróquias em áreas rurais próximas à cidade de Buffalo, no Estado de Nova York.

  • oração cristã
"Viciada" em jogos de azar, a freira Mary Anne Rapp foi acusada de ter roubado a quantia das congregações de Saint Mary e Saint Mark.
De acordo com a Fox News, Kevin Leenan, porta-voz da Diocese da Igreja Católica Romana de Buffalo comentou que em uma auditoria realizada em 2010 por um novo sacerdote, averiguou-se algumas irregularidades que foram repassadas à procuradoria regional.
Acredita-se que a freira tenha se apropriado dos recursos entre 2006 e 2010. Ela foi demitida em 2011. As autoridades ainda acreditam que a freira gastou o dinheiro roubado em cassinos.
Segundo publicação, a freira passou por tratamento para o vício e está em processo de recuperação. Segundo Edith Wyss, que chefia a ordem de 138 freiras da qual a irmã Mary Anne Rapp faz parte, ela havia concordado em se tratar durante um período em que ficou afastada de suas funções.
"Ela passou nove meses e meio em um programa de tratamento e manteve sua recuperação desde então", completou.

sábado, 10 de novembro de 2012

The Christian Post > Mundo|Qui, 8 Nov. 2012 12:35 PM EST

Polícia da Rússia encontra bordel dentro de uma igreja


Esta semana foi encontrado pela polícia da capital russa, um bordel funcionando nas instalações do Monastério Sretensky, um dos mais antigos de Moscou.

  • cross
    (Foto: Reuters / Andrew Burton)
    Nesta foto de arquivo, Frank Simmonds, do bairro do Brooklyn Bay Ridge, segura uma cruz no City Hall Park durante a 16 cerimônia anual 'Way of the Cross Over the Brooklyn Bridge Ceremony,' em Nova York, em 22 de abril de 2011.

O lugar que recebeu o nome de “hotel dos amantes” estava sendo usado para prostituição oferecendo serviços sexuais oferecidos a 1750 rublos (aproximadamente 115 reais) a hora.
De acordo com publicação 180graus, uma funcionária da igreja informou que "tudo não passou de um mal-entendido". Segunda ela, o mosteiro havia alugado algumas instalações temporariamente, “mas agora não há absolutamente nenhuma conexão entre o bordel e o templo".
Porém segundo a Life News, o prédio onde o bordel foi encontrado pertence ao monastério.
O sacerdote Tikhon, tido por muitos como o conselheiro espiritual do presidente Vladimir Putin, saiu em defesa da igreja e criticou a imprensa pela polêmica.
"A tempestade criada pela mídia é apenas um exemplo de como as pessoas estão dispostas a divulgar qualquer calúnia e fazer piadas vulgares, tudo para atacar a Igreja", disse o abade.
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Este é mais um dos escândalos envolvendo a Igreja Ortodoxa. Em abril deste ano, uma foto do líder máximo da igreja, Kirill I usando um relógio de ouro avaliado em mais de 60 mil reais causou muita polêmica.
Em junho, a Associação de Direitos dos Consumidores da Rússia recebeu uma reclamação de que a Catedral Cristo Salvador, em Moscou, estaria realizando comércio de produtos sem o cumprimento da legislação.
A Catedral Cristo Salvador é a igreja onde as integrantes do grupo Pussy Riot cantaram em março deste ano uma oração pedindo que a Virgem Maria tirasse Vladimir Putin do poder.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012


Evangélicos comemoram a Reforma Protestate e traz à tona questão: há necessidade de Nova Reforma?


A data de 31 de outubro é popularmente lembrada como o dia das Bruxas (Halloween). No entanto, para os evangélicos ela representa uma mudança na história do Cristianismo, promovida pela Reforma Protestante. A comemoração leva, entretanto, à questão de se a Reforma está sendo refletida pelas igrejas brasileiras e se há ainda a necessidade de uma Nova Reforma. Diversos líderes evangélicos deram a sua opinião sobre o tema ao The Christian Post.

  • Martinho Lutero, reforma protestante
    (Foto:Divulgação)
    Martinho Lutero - Reforma Protestante

Foi em 31 de outubro de 1517, que Martinho Lutero pregou publicamente suas 95 teses, na porta da Catedral de Wittenberg (Alemanha). Seu apelo era por uma mudança nas práticas da Igreja Católica, por isso o nome “Reforma”.
Na época, Lutero foi o monge renegado que desejava reformar os fundamentos da igreja católica. Ele foi considerado por alguns o destruidor da unidade do que era considerada “a” igreja.
Para outros, Lutero foi um grande herói, que restaurou a pregação do Evangelho de Jesus e da Bíblia, o reformador de uma igreja corrupta, possibilitando que o povo tivesse acesso à Bíblia em sua própria língua.
A Reforma Protestante dividiu a história do Cristianismo em duas partes levando ao fim o monopólio exercido pelo Catolicismo Romano e trazendo benefícios, como a liberdade de expressão religiosa.
Segundo o professor, pesquisador e líder presbiteriano Rev. Augustus Nicodemus é preciso definir “reformado”.

Nicodemus disse ao The Christian Post que reformado é aquele que adere a uma das grandes confissões reformadas produzidas logo após a Reforma Protestante no século XVI, sendo a definição para a igreja protestante as que estão de acordo com os “cinco grandes pontos dessa reforma, que são, a Escritura, a Graça, a Fé, Cristo e a Glória a Deus (Sola Scriptura, Sola Gratia, Sola Fides, Solus Christus e Soli Deo Gloria)” .
Porém, para alguns teólogos, a reforma realizada por Lutero em 1517, trás a tona a necessidade de uma nova reforma da igreja atual.
Para o pastor e pesquisador religioso Johnny Bernardo, atualmente o crescimento desenfreado de grupos religiosos inspirados em movimentos de confissão positiva e saída de centenas de membros para fundar ou ingressar em novos movimentos religiosos, evidencia que o Protestantismo pregado atualmente não tem sido capaz de conter tais acontecimentos.
De acordo com Johnny, praticamente todas as seitas surgidas nos EUA nos últimos três séculos foram fundadas por ex-membros de igrejas protestantes históricas e pentecostais.
O pastor Paulo Siqueira líder do movimento "Evangelho Puro e Simples", lamenta que a data tenha se tornado "mais uma data no calendário anual, e muitos não se lembram da sua real importância", comenta o pastor.
Paulo ainda afirma que é preciso rever a realidade da igreja brasileira, que segundo ele, vive uma confusão sobre o que realmente é a igreja de Cristo, e que para muitos tornou-se um local de entretenimento.
Siqueira comenta que "a reforma nasce do desejo de uma igreja que reflete ao mundo sua verdadeira vocação, sua verdadeira missão, sua verdadeira confissão de fé".
Ele acredita que, infelizmente, muitas igrejas e muitos líderes não refletem a Reforma Protestante, muitos são os evangélicos que nada sabem sobre este fato. Ele fala que é preciso rever vários pontos, principalmente no contexto da educação e da formação das lideranças.
"Não devemos nos distanciar da doutrina dos verdadeiros apóstolos. Em meio a tudo que estamos vendo com a distorção da verdade e a inversão de valores dentro da igreja, vejo a necessidade urgente de voltarmos e revermos os verdadeiros valores das reforma", disse ele ao CP.
"Precisamos de homens e mulheres que tenham a coragem de serem totalmente dependentes de Deus, só assim teremos os valores da Reforma refletidos na igreja e na sociedade, só assim teremos uma igreja que tem autoridade diante do pecado, pois não está aliada aos poderes e valores deste mundo".
"Não perco a esperança de que um mundo melhor ainda é possível", conclui.

Cerca de 200.000 votarão em Jesus para Presidente, afirma evangelista de internet


Um evangelista de Internet nos Estados Unidos, que está defendendo que os cristãos votem para Jesus como candidato, diz que ele tem mais de 200.000 pessoas que se comprometeram a fazê-lo. No entanto, um especialista em ciência política acredita que a retórica de demonização do evangelista sobre os dois candidatos não é semelhante à de Cristo.

  • eleições
    (Foto: Reuters)
    Homem coloca voto nas urnas de Roma.

Bill Keller, que dirige a LivePrayer.com e oferece um devocional diário lido por mais de 2,4 milhões de assinantes, disse que os cristãos enfrentam um dilema difícil em novembro.
"É literalmente Satanás lançando uma moeda de duas cabeças, com sua cabeça em ambos os lados. Como pode um cristão em boa consciência, votar para o presidente Obama, que provou ser o mais pró-matança de bebê, pró-homossexual radical, pró- inimigo do Presidente de Israel na história da nossa nação ", afirmou Keller na atualização da campanha "Vote em Jesus".
"Por outro lado, como pode um cristão em boa consciência, votar para Mitt Romney, um membro da 5 ª geração e sacerdote do culto satânico Mórmon", acrescentou. "Sua Presidência gostaria de dar o seu culto a aceitação popular que sempre quis desde que foi fundada 200 anos atrás por um documentado vigarista, pedófilo, racista, polígamo e assassino chamado Joseph Smith."
Amy Black, professora associada de ciência política na Wheaton College e autor do livro recém-lançado, honrar a Deus em vermelho ou azul: Política de aproximação com Humildade, Graça, e Razão, disse que não concorda com a categorização de Keller da eleição.
"Eu não vejo a nossa escolha em novembro como 'Satanás literalmente lançando uma moeda de duas cabeças, com sua cabeça em ambos os lados", ela disse ao The Christian Post na segunda-feira. "Os cristãos devem pesar cuidadosamente as suas escolhas e avaliar os dois candidatos. Alguns podem decidir em consciência que não podem apoiar nenhum. Mas o uso de retórica de demonizar faz pouco para incentivar a política que honra a Deus."

‘Evangelho Segundo Apóstolo Barack’, livro compara Obama com Jesus Cristo e causa polêmica


Depois da reeleição do presidente Barack Obama, o líder norte-americano virou foco novamente. Desta vez ele foi chamado de apóstolo e comparado a Jesus Cristo e Martin Luther King, em um livro polêmico chamado “O Evangelho Segundo o Apóstolo Barack: Em busca de Uma União Política Mais Perfeita como o Céu Aqui na Terra”.

  • Barack Obama
    (Foto: Divulgação/Oficial)
    Barack Obama faz discurso popular

Segundo a autora do livro, Barbara Thompson, o objetivo é de desvendar as respostas contidas nos discursos do presidente que são como guia de vida da classe média para seus “seguidores”.
Barbara afirma que foi inspirada a escrever o livro através de um sonho. Depois de um acidente grave de seu filho, Barbara disse que orou por ele e ele foi curado. Após a cura, ela teve um sonho com o espírito de Deus que lhe disse que ela deveria ir para uma jornada com o apóstolo Barack.
“Eu aprendi que Jesus andou na terra para criar uma sociedade mais civilizada, Martin (Luther King) andou na terra para criar uma sociedade mais justa, mas, o Apóstolo Barack, o nome que ele foi chamado em meus sonhos, andaria a terra para criar uma sociedade mais equalizada, para a classe média e os pobres”, disse ela, segundo o Daily Caller.
O livro de Barbara, que é professora da Universidade Florida A&M, tem 220 páginas e analisa 155 discursos do presidente.
Segundo o articulista da National Review, John J. Miller, esta não é primeira vez que o presidente é “divinizado” dessa forma.
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Em 2007, uma escultura em papel machê do Senador Barack Obama, foi criada como se ele fosse uma figura messiânica. A escultura foi intitulada “Bênção” pelo artista David Cordero.

sábado, 3 de novembro de 2012

Dia dos Mortos

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Na escultura de Joao vitor lopesana, La Catrina, popularizada por José Guadalupe Posada, é um esqueleto de uma dama da alta sociedade. É uma das figuras mais populares da Festa do dia dos mortos no México.
No México, o Dia dos Mortos é uma celebração de origem indígena, que honra os defuntos no dia 2 de novembro. Começa no dia 31 de outubro e coincide com as tradições católicas do Dia dos Fiéis Defuntos e o Dia de Todos os Santos. Além do México, também é celebrada em outros países da América Central e em algumas regiões dos Estados Unidos, onde a população mexicana é grande. A UNESCO declarou-a como Patrimônio da Humanidade.
As origens da celebração no México são anteriores à chegada dos espanhóis. Há relatos que os astecas, maias, purépechas, náuatles e totonacas praticavam este culto. Os rituais que celebram a vida dos ancestrais se realizavam nestas civilizações pelo menos há três mil anos. Na era pré-hispânica era comum a prática de conservar os crânios como troféus, e mostrá-los durante os rituais que celebravam a morte e o renascimento.
O festival que se tornou o Dia dos Mortos era comemorado no nono mês do calendário solar asteca, por volta do início de agosto, e era celebrado por um mês completo. As festividades eram presididas pela deusa Mictecacíhuatl, conhecida como a "Dama da Morte" (do espanhol: Dama de la Muerte) - atualmente relacionada à La Catrina, personagem de José Guadalupe Posada - e esposa de Mictlantecuhtli, senhor do reino dos mortos. As festividades eram dedicadas às crianças e aos parentes falecidos.
É uma das festas mexicanas mais animadas, pois, segundo dizem, os mortos vêm visitar seus parentes. Ela é festejada com comida, bolos, festa, música e doces preferidos dos mortos, os preferidos das crianças são as caveirinhas de açúcar.

Índice

A celebração no mundo pré-hispânico

Para os antigos mexicanos, a morte não tinha as mesmas conotações da religião católica, na qual as idéias de inferno e paraíso servem para castigar ou premiar. Pelo contrário, eles acreditavam que os caminhos destinados às almas dos mortos era definido pelo tipo de morte que tiveram, e não pelo seu comportamento em vida.
Desta forma, as direções que os mortos poderiam tomar são:
O Tlalocan, o paraíso de Tláloc, deus da chuva. A este lugar iam aqueles que morriam em situações relacionadas com água: os afogados, os que morriam atingidos por raios, os que morriam por doenças como a gota ou hidropsia, sarna ou pústula, bem como as crianças sacrificadas ao deus. O Tlalocan era um lugar de descanso e abundância. Embora os mortos fossem geralmente cremados, os predestinados ao Tlalocan eram enterrados, como as sementes, para germinar.
O Omeyocan. paraíso do sol, governado por Huitzilopochtli, o deus da guerra. Neste lugar chegavam apenas os mortos em combate, os escravos que eram sacrificados e as mulheres que morriam no parto. Estas mulheres eram comparadas a guerreiros, que já haviam combatido uma grande batalha - a de dar à luz - e as enterravam no pátio do palácio, para que pudessem acompanhar o sol desde o nascente até o poente. Sua morte provocava tristeza e alegria, já que, graças à sua coragem, o sol as levava como companheiras. Dentro da tradição centro-americana, o fato de habitar o Omeyocan era uma honra.
O Omeyocan era um lugar de eterno gozo, no qual se celebrava o sol acompanhado com música, cantos e bailes. Os mortos que iam ao Omeyocan, depois de quatro anos, voltavam ao mundo, encarnados em aves de penas coloridas e bonitas.
Morrer na guerra era considerado como a melhor das mortes pelos astecas. Por incrível que pareça, dentro da morte havia um sentimento de esperança, pois ela oferecia a possibilidade de acompanhar o sol no seu nascimento diário e voltar encarnado em pássaro.
Oferenda asteca do Dia dos mortos
O Mictlan, destinado a quem morria de morte natural. Este lugar era habitado por Mictlantecuhtli e Mictecacíhuatl, senhor e senhora da morte. Era um lugar muito escuro, sem janelas, de onde era impossível sair.
O caminho para o Mictlan era tortuoso e difícil, pois para lá chegar, as almas deviam caminhar por diferentes lugares durante quatro anos. Ao longo deste tempo, as almas chegavam ao Chignahuamictlán, onde descansavam ou desapareciam as almas dos mortos. Para percorrer este caminho, o difunto era enterrado com um cão, o qual o ajudaria a cruzar um rio e chegar perante Mictlantecuhtli, a quem deveria entregar, como oferenda, trouxas de gravetos e jarras de perfume, algodão, fios coloridos e cobertores. Aqueles que iam ai Mictlan recebiam quatro flechas e quatro trouxas de fios de algodão.
Por sua vez, as crianças mortas tinham um lugar especial, chamado Chichihuacuauhco, onde se encontrava uma árvore da qual os ramos pingavam leite para as alimentar. As crianças que chegavam lá voltariam à Terra quando sua raça fosse destruída. Desta forma, da morte nasceria a vida.
Os enterros pré-hispânicos eram acompanhados de oferendas que continham dois tipos de objetos: os que o morto havia utilizado em vida, e os que poderiam precisar em sua viagem ao submundo. Assim, a elaboração de objetos funerários era muito diversificada: instrumentos musicais de barro, como ocarinas, flautas, tímpanos e chocalhos em forma de caveiras; esculturas que representavam os deuses mortuários, crânios de diversos materiais #pedra, jade, cristal#), braseiros, incensários e urnas.
As datas em honra aos mortos eram, e são, muito importantes, tanto que lhes dedicavam dois meses. Durante o mês chamado Tlaxochimaco, era realizada a celebração chamada Miccailhuitntli ou festa dos pequenos mortos, por volta de 16 de julho. Esta festa começava quando se cortava no bosque a árvore chamada xócotl, a qual descascavam e punham flores para enfeite. Todos participavam da celebração e faziam oferendas à árvore durante vinte dias.
No décimo mês do calendário, celebrava-se a Ueymicailhuitl, ou festa dos grandes mortos. Esta celebração era feita por volta de 5 de agosto, quando diziam cair o xócotl. Nesta festa realizavam procissões que culminavam com vigílias ao redor da árvore. Costumava-se realizar sacrifícios humanos e grandes banquetes. Depois, punham uma estatueta de caruru na copa da árvore e dançavam, vestidos com penas e guizos. No fim da festa, os jovens subiam na árvore para tirarem a estatueta, derrubavam-na e assim terminava a celebração. Nesta festa, as pessoas costumavam colocar altares com oferendas para recordarem seus mortos, o que é o antecedente do atual altar dos mortos.

Transformação do ritual

Altar mexicano do Dia dos mortos
Quando os espanhóis chegaram à América no século XVI, se aterrorizaram com esta prática, e no intento de converter os nativos, fizeram as festividades coincidirem com as festividades católicas do Dia de Todos os Santos e o Dia dos Fiéis Defuntos. Os espanhóis combinaram seus costumes com o festival centro-americano criando um sincretismo religioso que deu lugar ao atual Dia dos Mortos.
Um dos estados mexicanos que mais representam este sucesso é Michoacán.

Características

Nas festividades, encontra-se aspectos oriundos tanto dos antigos habitantes centro-americanos, como também, características modernas, adquiridas do contato com a cultura dos colonizadores.

Caveirinhas

Pode-se denominar Caveirinhas ou "Las Calaveritas" tanto as rimas ou versos satíricos como as gravuras que ilustram caveiras disfarçadas, descritas a seguir:
  • Rimas, também chamadas "caveiras", são na realidade epitáfios humorísticos de pessoas ainda vivas que constam de versos onde a morte personificada brinca com personagem da vida real, fazendo alusão a alguma característica peculiar da pessoa em questão. Terminar com frases onde se expõe que o levarão à tumba. É muito comum dedicar as "caveirinhas" a pessoas públicas, em especial a políticos que estejam no poder. Em muitos casos, a rima fala do aludido como se estivesse morto.
  • Gravuras (litografias), geralmente do mestre José Guadalupe Posada, ainda que não desenhou especificamente para o Dia dos Mortos, eram caricaturas que colaborava em diferentes publicações no princípio do século XX no México, que eram usadas nestas datas por sua alusão à morte festiva, tal qual La Catrina.

Símbolos

Caveira dos Dia dos Mortos feita com açúcar, chocolate, e amaranto
  • Caveiras de doce. Têm escritos os nomes dos defuntos (ou em alguns casos de pessoas vivas, em forma de brincadeira que não ofende em particular o aludido) na frente. São consumidas por parentes e amigos.
Pan de muerto (pão de morto), comida típica do feriado
  • Pan de muerto (do espanhol: pão de morto). Prato especial do Dia dos Mortos. É um pão doce enfeitado com diferentes figuras, desde simples formas redondas até crânios, adornados com figuras do mesmo pão em forma de osso polvilhado com açúcar.
  • Flores. Durante o período de 1 a 2 de novembro as famílias normalmente limpam e decoram as tumbas com coloridas coroas de rosas, girassóis, entre outras, mas principalmente de margaridas, as quais acredita-se atrair e guiar as almas dos mortos. Quase todos os sepulcros são visitados.
  • A oferenda e as visitas. Acredita-se que as almas das crianças regressam de visita no dia 1º de novembro, e as almas dos adultos no dia 2. No caso de não poder visitar a tumba, seja porque a tumba não exista, ou a família esteja muito longe para visitá-la, também são feitos altares nas casas, onde se põe as ofertas, que podem ser pratos de comida, o pan de muerto, jarras de água, mezcal, tequila, pulque ou atole. cigarros e inclusive brinquedos para as almas das crianças. Tudo isto se coloca junto com retratos dos defuntos rodeados de velas.

Altar dos Mortos

Altar tradicional do Dia dos mortos
Os materiais comumente usados para fazer um altar para o Dia dos Mortos têm um significado, e são os seguintes:
  • Retrato da pessoa lembrada: o retrato do defunto relembra a alma que visitará na noite de 2 de novembro.
  • Pintura ou figura das Almas do Purgatório: A imagem das almas do purgatório serve para pedir a saída do purgatório pela alma do defunto no caso de lá se encontrar;
  • Doce círio: Ainda que sejam poucos, têm que ser em pares, e preferivelmente de cor roxa, com coroas e flores de cera. Os círios, ainda mais se são roxos, são sinal de luto. Os quatro círios em cruz representam os quatro pontos cardiais, de maneira que a alma pode orientar-se até encontrar seu caminho.

O Dia dos Mortos fora do México

Estados Unidos

Um altar do Dia dos mortos em Los Angeles fazendo homenagem a antigos programas de TV
Em várias comunidades estadunidenses com imigrantes mexicanos, o Dia dos Mortos é celebrado de maneira bastante semelhante da forma que são celebrados no México. Em algumas destas comunidades, como o Texas[1] e Arizona[2], as celebrações costumam ser mais tradicionais. Por exemplo, a Procissão de Todas as Almas tem sido um evento anual de Tucson desde 1990. O evento combina elementos do tradicional Dia dos Mortos com outros de festivais pagãos de colheita. Pessoas usando máscaras carregam sinais homenageando os mortos e uma urna na qual pode-se colocar pedaços de papel com orações para serem queimadas[3].
Em outras comunidades, a interação entre as tradições mexicanas e a cultura estadunidense está resultando em celebrações nas quais tradições mexicanas estão sendo estendidas para fazer manifestos artísticos, ou às vezes, políticos. Por exemplo, em Los Angeles, Califórnia, o centro cultural Self Help Graphics & Art Mexican-American apresenta uma celebração anual do Dia dos Mortos, que inclui tanto elementos tradicionais quanto políticos, como altares em honra das vítimas da Guerra do Iraque enfatizando o alto número de soldados latinos. Uma versão inter-cultural do Dia dos Mortos também está evoluindo em um cemitério próximo a Hollywood. Lá, numa mistura de tradições mexicanas e atitudes modernas de Hollywood, altares convencionais são levantados ao lado de altares a Jayne Mansfield e Johnny Ramone. Dançarinos e músicos nativos misturam-se com artistas de performance, enquanto pranksters tocam músicas tradicionais.
Tradições similares e modernizações inter-culturais da celebração mexicana ocorre em São Francisco, por exemplo através da Galería de la Raza, SomArts Cultural Center, Mission Cultural Center, de Young Museum; em Oakland, Califórnia no Museu de Oakland e com aulas da antiga arte da Cartonería no centro de educação de artes The Crucible; e em Missoula, Montana onde celebrantes esqueléticos em pernas de pau, pequenas bicicletas e esquis desfilam pela cidade[4].
Isto também ocorre no histórico Forest Hills Cementery, em Boston. Patrocinado pela Forest Hills Educational Trust e pelo grupo folclórico La Piñata, o Dia dos Mortos celebra o ciclo de vida e morte. As pessoas trazem ofertas de flores, fotos, memórias e comida para seus defuntos os quais são colocados em belos e coloridos altares. Um programa de música e dança tradicionais também acompanham o evento comunitário.

Europa

Pessoas decorando as sepulturas
Observa-se que o Dia dos Mortos ao estilo mexicano se espalhou também pela Europa. Em Praga, na República Tcheca, por exemplo, os moradores celebram o Dia dos Mortos com máscaras, velas e caveiras de açúcar. O evento, que recebe apoio da Embaixada Mexicana, é realizado pelo teatro Alfred Ve Dvore'[5].
Em vários outros países com uma herança católica, o Dia de Todos os Santos e o Dia dos Fiéis Defuntos são feriados onde as pessoas vão aos cemitérios com velas e flores e dão presentes às crianças, normalmente doces e brinquedos. Em Portugal e Espanha, oferendas são feitas neste dia. Na Espanha, a peça Don Juan Tenorio é tradicionalmente apresentada.
Na Espanha, Portugal, Itália, Bélgica, Países Baixos, França e Irlanda, as pessoas trazem flores para as sepulturas dos parentes mortos e fazem orações pelos mesmos. Na Polônia[6], Eslováquia, Hungria, Lituânia[7], Croácia[8], Eslovênia, Romênia, Áustria, Alemanha, Suécia e Noruega, a tradição é acender velas e visitar os túmulos dos parentes falecidos. Na região do Tirol, bolos são deixados sobre a mesa e a sala é mantida quente para o conforto dos mortos. Na Bretanha, as pessoas vão aos cemitérios ao anoitecer para ajoelharem-se perante as lápides de seus entes queridos e ungirem-nas com água benta ou fazerem libações de leite nela. Na hora de deitar, o jantar é deixado na mesa para as almas.

América Latina

Celebrações guatemaltecas do Dia dos Mortos são marcadas pela construção, e uso, de pipas gigantes, além das tradicionais visitas aos túmulos dos ancestrais. O consumo de fiambre - uma comida típica da Guatemala - também é um grande acontecimento, pois é o único dia em que é preparado durante o ano[9].
O feriado brasileiro de Finados é celebrado no dia 2 de novembro. Similar ao Dia dos Mortos, as pessoas vão aos cemitérios e igrejas, com flores, velas e orações. A festa tem intenção de ser positiva, para celebrar os que estão mortos.
No Haiti, tradições vudu misturam-se com as observâncias católicas do Dia dos Mortos, como, por exemplo, barulhentos tambores e músicas são tocados por toda a noite em celebrações pelos cemitérios para acordar Baron Samedi, o senhor dos mortos, e seu descendente, o Gede.
Dia de los ñatitas (do espanhol, Dia das Caveiras) é um festival celebrado em La Paz, Bolívia em 9 de novembro. Nos tempos pré-colombianos, indígenas andinos tinham o costume de partilhar um dia com os ossos de seus antecessores no terceiro ano após o sepultamento, contudo, somente as caveiras são usadas atualmente. Tradicionalmente, a caveira de um ou mais membros da família são mantidas em casa para tomar conta da família e protegê-la durante o ano. No dia 9 de novembro, a família coroa a caveira com flores frescas, às vezes também as vestindo com peças de roupa, e fazendo oferendas de cigarros, folhas de coca, álcool, e vários outros itens em agradecimento pela proteção durante o ano. As caveiras também são, por vezes, levadas ao cemitério central em La Paz para uma missa especial e bênçãos[10][11].

Ásia

Nas Filipinas, o feriado chamado Araw ng mga Patay (Dia dos Mortos), Todos los Santos ou Undas (os últimos dois devido aos fato de serem celebrados em 1º de novembro), tem uma atmosfera mais de reunião familiar. As tumbas são limpas ou repintadas, velas são acesas e flores são oferecidas. Famílias inteiras acampam em cemitérios, e às vezes passam uma noite ou duas junto às tumbas de seus parentes. Jogos de cartas, comidas, bebidas, cantos e danças são atividades comuns no cemitério. É um feriado de muita importância para os filipinos (depois do Natal e da Semana Santa), e dias de folga são normalmente adicionados ao feriado, mas apenas o dia 1º é considerado um feriado regular[12].

Tradições similares em outras culturas

Muitas outras culturas ao redor do mundo têm tradições similares a respeito de um dia especial para visitar as sepulturas dos familiares falecidos. Muitas vezes, estas tradições estão inclusas em festas, algumas com comidas e bebidas, além de orações e recordações sobre os que já morreram.
Em Wellington, Nova Zelândia, o Dia dos Mortos mexicano também pode ser encontrado com altares homenageando os falecidos com flores e presentes[13].
O Bon Odori (em japonês O-bon お盆 ou simplesmente Bon 盆), é um feriado budista japonês em honra aos ancestrais mortos. Este festival tem se tornado um reunião familiar na qual as pessoas dos grandes centros voltam à suas cidades de origem para visitar e limpar as sepulturas de seus ancestrais. Tradicionalmente inclui danças típicas. Este festival já existe no Japão por mais de 500 anos.
Na Coréia, o Chuseok - também conhecido como Hankawi (한가위,中秋节) (do coreano arcaico ótimo meio) é um dos principais feriados tradicionais. As pessoas vão para onde os espíritos de seus ancestrais estão consagrados e fazem cultos pela manhã; eles visitam as tumbas de seus ancestrais imediatos para podar as plantas e limpar a área ao redor da tumba, e fazerem ofertas de comida e bebida para seus acentrais.
O Festival de Ching Ming (do chinês tradicional 清明節; chinês simples 清明节; pinyin īng míng jié) é um festival tradicional chinês que acontece normalmente por volta de 5 de abril no calendário Gregoriano. Juntamente com o Festival do Duplo Nove (no chinês tradiional 重陽節; pinyin: Chóngyángjié; e no chinês simplificado 重九, pinyin: Chóngjiǔ) no nono dia do nono mês do calendário chinês, é uma época que os chineses cuidam dos túmulos de seus ancestrais. Além do que, pela tradição chinesa, o sétimo mês no calendário chinês é chamado de mês fantasma (chinês simplificado: 中元节; chinês tradicional : 中元節; pinyin: zhōngyuánjié), no qual os fantasmas e espíritos saem do além para visitar a terra.
Durante o feriado nepalês do Gai Jatra (festival da vaca), toda família que tenha perdido um membro durante o ano anterior faz uma construção de babus, panos, papéis decorativos e retratos dos falecidos, chamado de gai. Tradicionalmente, uma vaca guia o espírito do morto no outro mundo. Dependendo dos costumes locais, uma vaca viva, ou uma réplica, são usadas. O festival também é a época de se fantasiar, incluindo temas tanto de manifestos políticos como de sátiras[14].
Em algumas culturas da África, visitas às tumbas dos ancestrais deixando comidas, presentes e pedindo por proteção fazem parte de importantes rituais tradicionais. Um exemplo são os rituais que ocorrem antes do início da temporada de caça.[15]

Patrimônio da Humanidade

Em cerimônia realizada em Paris, França em 7 de novembro de 2003, a UNESCO distinguiu a festividade indígena do Dia dos Mortos como Obra Mestra do Patrimônio Oral e Intangível da Humanidade. A distinção por considerar a UNESCO que esta festividade é[16]:
"... uma das representações mais relevantes do patrimônio vivo do México e do mundo, e como uma das expressões culturais mais antigas e de maior força entre os grupos indígenas do país".
Além disso, no documento se destaca:
"Esse encontro anual entre as pessoas que celebram e seus antepassados, desempenha uma função social que recorda o lugar do indivíduo no seio do grupo e contribui na afirmação da identidade..."
Além de:
"...embora a tradição não esteja formalmente ameaçada, sua dimensão estética e cultural deve ser preservada do crescente número de expressões não indígenas e de caráter comercial que tendem a afetar seu conteúdo imaterial".
vela-branca O  dia dos Mortos, é uma tradição que é milenar. Este é um dos cultos mais antigos e que esteve presente em quase todas as religiões, em especial nas mais antigas. A princípio era ligado aos cultos agrários e de fertilidade. Para os mais antigos, os mortos eram como sementes, e por isso eram enterrados com vistas à ressurreição.
O binômio: morte-fertilidade, explica a primitiva celebração de Finados com banquetes perto dos túmulos. Essa associação levou o homem primitivo a implorar a proteção dos mortos para as colheitas e plantações. Na antiguidade greco-romana, o culto das almas (manes) era celebrado com o cerimonial da vegetação. Hipócrates, baseado na mesma crença, afirmou que os espíritos dos defuntos “fazem germinar e crescer as sementes”. Os hindus comemoram os mortos em plena fase da colheita, como a festa principal do período.
Desde o século 1º, os cristãos rezam pelos falecidos; costumavam visitar os túmulos dos mártires nas catacumbas para rezar pelos que morreram sem martírio. No século 4º, já encontramos a Memória dos Mortos na celebração da missa, mas o dia de Finados só  foi oficialmente instituído pela Igreja Católica no século X e denominado, na liturgia, omnium fidelium defunctorum (“de todos os fiéis defuntos”). Com o passar do tempo, a comemoração ultrapassou seu exclusivo aspecto religioso, para revelar uma feição emotiva: a saudade de quem perdeu entes queridos. Hoje se celebra este dia dizendo: “saudades sim! tristeza não!”
Para os católicos, dizer que quando uma pessoa morre tudo acabou não é verdade. Os católicos crêem que o testemunho de vida daquele que morreu fica como luz acesa no coração de quem continua a peregrinação. Para tanto, eles acendem velas no Dia de Finados, buscando celebrar e perpetuar a luz do falecido.
A escolha da data se deu em virtude do dia de todos os santos, 1º de novembro, pois os religiosos acreditavam que todas as pessoas, ao morrerem em santidade, entram em estado de graça, mesmo não sendo canonizados.
A doutrina católica evoca algumas passagens bíblicas para fundamentar sua posição (cf. Tobias 12,12; Jó 1,18-20; Mt 12,32 e II Macabeus 12,43-46), e se apóia em uma prática de mais de dois mil anos.
Curiosidades neste dia ou quanto a este dia:
No México, ao invés de melancolia, os mortos são homenageados com grandes festas. Isso faz com que o país receba visitas de turistas de todo mundo. Os mexicanos fazem uma verdadeira festa nesse dia e preparam um grande banquete. Segundo a tradição mexicana, nos dias 1º e 2 de novembro, Deus deixa os mortos virem visitar os seus familiares que ainda estão na Terra. Ao mesmo tempo, os mortos têm a oportunidade de comer e beber aquilo que mais gostavam. Esse é um dos motivos dos grandes banquetes preparados nas casas mexicanas no Dia de Finados.
Muitas vezes, no dia de finados, o tempo fica nublado ou chuvoso. As crenças populares dizem que isso acontece porque as lágrimas das pessoas são derramadas dos céus. Outra tradição diz que chove nesse dia porque toda a tristeza das pessoas que perderam um ente querido sobe ao céu e desce em forma de chuva para lavar toda a mágoa de quem ficou.
No Brasil e na grande maioria dos países, a celebração de Finados tem início na semana anterior, quando as pessoas vão até os cemitérios limpar as sepulturas. No Dia de Finados, também conhecido como Dia dos Mortos, as pessoas vão aos cemitérios levar flores, acender velas e rezar pelos seus entes queridos que já faleceram. Alguns também mandam rezar missas em nome dos falecidos.
Por fim, temos também que no dia de finados, quem realmente aproveita a data são os proprietários de floriculturas, que obtém até mesmo licença de suas prefeituras para montar barracas em frente aos cemitérios. Além das floriculturas, outros comerciantes também lucram com a data, como os carrinhos de lanches, as pessoas que limpam os túmulos, os vendedores de santinhos, terços e velas, e até mesmo os vendedores ambulantes de flores que ficam próximos aos cemitérios.
Bem amigo leitor,  se você é comerciante, fiel, católico, evangélico ou seja lá de qual religião for, ou mesmo se não tem religião e nem fé, ao menos  uma coisa é certa, em princípio, deve estar Vivo para estar lendo este texto…  então comemore a Vida, pois a única certeza que temos nesta vida é a Morte que nos espera. E lembremo-nos com carinho de nossos entes queridos, assim também esperamos ser lembrados.