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sábado, 25 de fevereiro de 2012


O Bode Emissário


Filhoe de bodeUm dos itens do estudo das diferenças entre a Igreja Batista do Sétimo Dia e a Igreja Adventista do Sétimo Dia
No grande dia da Expiação, dois bodes eram apresentados ao Sumo Sacerdote, em frente à tenda da Congregação. Lançava-se sorte sobre eles. Um deveria ser morto, enquanto que o outro seria o bode Emissário. Este último era conduzido ao deserto, e aí abandonado à própria sorte.
Segundo os adventistas, o bode vivo simbolizava satanás. No livro o Ritual do Santuário; leio: “Cristo efetuou uma obra completa, e não necessita do auxilio de Satanás. Este simbolizado pelo bode emissário, expia os próprios pecados e a parte que lhe cabe nos que induziu outros a cometerem... Sobre Satanás, como origina dor e instigador do pecado, serão postos os pecados pelos quais é responsável”.
A Igreja Adventista do Sétimo Dia, diz que a cerimônia em torno do Bode Emissário não constituía expiação porque não havia derramamento de sangue, porque o sangue não era aspergido, porque a carne não era comida pelo sacerdote, porque o corpo não era queimado etc , etc.
Dizer que o Bode Emissário simbolizava a expiação que Satanás fará, no futuro, pelos seus próprios pecados não se fundamenta na lógica e muito menos nos fatos bíblicos. Veja bem, Fazer expiação é submeter-se a um castigo para pagamento de dívida, E uma vez paga a dívida, o que vem em conseqüência natural? A liberdade, a soltura, a salvação. Portanto, dizer que ele fará a expiação dos próprios pecados e dos pecados dos outros, é torná-lo salvador de todos os pecadores, indistintamente, e de si mesmo, além do co-salvador juntamente com Cristo. Uma dupla heresia, por conseguinte.
Esta doutrina,  assim defendida, é de natureza tão anti-bíblica, que nem valia a pena considerá-la, não fosse o desejo que sinto de abrir os olhos dos que se encontram inocentemente equivocados. Além do mais, o leitor que até agora só conhece uma versão, precisa conhecer a outra, a fim de que possa ter sua própria definição.
Não desejo aqui, estabelecer hipóteses ou divagações em cima de suposições. Quero limitar-me ao que dizem as Escrituras. Assim é que leio o verso 10 do capítulo de Levíticos que, por si só, já liquida o assunto. “Mas o bode sobre que cair a sorte para bode emissário será apresentado vivo, perante o Senhor, para fazer expiação por meio dele, e enviá-lo ao deserto como bode emissário”. Também nos versos 20 e 21 posso ler: “Havendo, pois, acabado de fazer expiação pelo santuário, pela tenda da Congregação e pelo altar, então fará chegar o bode vivo. Arão porá ambas as mãos sobre a cabeça do bode vivo, e sobre ele confessará as iniqüidades dos filhos de Israel, e todas as suas transgressões, segundo todos os seus pecados; e os porá sobre a cabeça do bode, e enviá-lo ao deserto, pela mão de um homem designado para isso”.
O que se diz do Bode Emissário?  É nos dito que ele era apresentado perante o Senhor, e que sobre ele Arão confessava todas as iniqüidades do povo. Para que? Evidentemente para fazer expiação pelos pecados confessados de Israel. E como se ousa dizer que o Bode Emissário representava Satanás? Por acaso, Satanás faz expiação de pecados de pecadores arrependidos? Quando o texto que estamos considerando fala em expiação dos pecados o faz no sentido de expiação para salvação. E esta obra só Jesus a executou, dando sua vida.

Ensinamento Herético
De todos os ensinamento do adventismo, este me parece o mais estapafúrdio, para não dizer herético, pois promove Satanás a ajudante  de Cristo na tarefa de salvação, e co-participante com Ele na obra de expiação dos pecados.
A Igreja Adventista insiste em dizer que o Bode Emissário é Satanás, por não ter havido derramamento de sangue. E seria necessário? A obra de expiação tinha duas fases: a da expiação dos pecados pela morte do primeiro bode e a da remoção e perdão dos pecados representada pelo bode vivo. Na primeira fase havia derramamento de sangue, e na segunda Deus tirava de Sua lembrança os pecados confessados, esquecendo-os completamente, colocando-os tão longe dEle, assim como o oriente dista do ocidente (sal. 103:3,12). A expiação só se completava com a remoção dos pecados. Daí o simbolismo do Bode Emissário, transportando para bem distante, para o deserto, os pecados confessados.
Os comentaristas adventistas dizem que o Bode Emissário era uma figura de Satanás, no que diz respeito aos mil anos do seu futuro confinamento nesta terra. Mas nenhuma relação há entre uma situação e outra. Com o Bode Emissário completava-se a expiação dos pecados do povo para a salvação, enquanto que Satanás curtirá á suas culpas para a sua própria destruição.
Finalmente, para liquidar o assunto, basta ler o verso 5 e reler o de número 10: “Da congregação dos filhos de Israel tomarás dois bodes para oferta para o pecado e um carneiro para o holocausto. Mas o bode sobre que cair a sorte para bode emissário, será apresentado vivo perante o Senhor para fazer expiação por meio dele...
Está tudo muito claro. Os dois bodes, e não um apenas eram tomados como oferta para o pecado, isto é, para salvação do pecador arrependido. E mais: O Bode Emissário era apresentado perante o Senhor tanto quanto o primeiro, para fazer expiação. E só Jesus desempenhou essa obra.
Esta heresia é como o bicho-de-goiaba a invadir todo o sistema religioso da igreja. Por mais que me esforce, não consigo entender como os seus dirigentes, homens lúcidos e inteligentes, muitos deles imbuídos de sinceridade e de boa vontade, não conseguem ver a verdade que se apresenta diante de seus olhos. Não dá para entender.

Graça Maior - Verdades Bíblicas


"Texto fora do contexto é pretexto para heresias", portanto leia sempre o contexto e nunca baseie uma doutrina num texto isolado.

Dia de Finados



O Dia dos fiéis defuntos, Dia dos mortos ou Dia de finados é celebrado pela Igreja Católica no dia 2 de Novembro, logo a seguir ao dia de Todos-os-Santos. Infelizmente em nosso país, milhões de brasileiros, das classes sociais mais distintas, de todos os estados da federação, cultivam o danoso hábito de visitarem os cemitérios na expectativa de rezar ou interceder pelos seus entes falecidos.
A prática de orar pelos defuntos iniciou-se por volta do 5º século (d.c), quando a igreja passou a dedicar um dia especifico do ano para rezar pelos seus mortos. No entanto, o culto de finados somente seria instituído na França, no século X, através de um abade beneditino de nome Cluny. Um século depois, os papas Silvestre II (1009), João XVII (1009) e Leão IX (1015) obrigaram aos fiéis a dedicarem um dia inteiro aos mortos. Já no século XIII o dia de rezar pelos finados finalmente começou a ser celebrado em 2 de novembro. Essa data foi definida por ser um dia depois da comemoração da Festa de Todos os Santos, onde se celebrava a morte de todos que faleceram em estado de graça e que por algum motivo não foram canonizados.
Caro leitor, a Bíblia é absolutamente clara ao afirmar que após a morte só nos resta o juízo. Ensina também, que o fato de toda e qualquer decisão por Cristo só pode ser tomada em vida, o que, por conseguinte, nos leva a entender de que não existe fundamento teológico para interceder a favor dos mortos.
Para os católicos romanos a referência bíblica que fundamenta esta prática encontra-se em 2 Macabeus 12.44. Entretanto, nós protestantes, não reconhecemos a canonicidade deste livro e nem tampouco a legitimidade desta doutrina, uma vez que o Protestantismo não se submete às tradições católicas e sim as doutrinas das Sagradas Escrituras.
Segundo a interpretação protestante, a Bíblia nos diz que a salvação de uma pessoa depende única e exclusivamente da sua fé na graça salvadora que há em Cristo Jesus e que esta fé seja declarada durante sua vida na terra (Hebreus 7:24-27; Atos dos Apóstolos 4:12; 1 João 1:7-10) e que, após sua morte, a pessoa passa diretamente pelo juízo (Hebreus 9:27) e que vivos e mortos não podem comunicar-se de maneira alguma (Lucas 16:10-31).
Ora, do ponto de vista bíblico é inaceitável acreditar que os mortos estejam no purgatório ou no limbo aguardando uma segunda oportunidade para a salvação. Em hipótese alguma nós como cristãos devemos celebrar ou participar de culto aos mortos, antes pelo contrário, fomos e somos chamados a anunciar aos vivos a vida que somente podemos experimentar em Cristo Jesus.

Dogmas e Confrontos Bíblicos da Igreja Católica



O que se vem há muito se apresentando como Cristianismo é um ensino corrompido. É um "cristianismo" (entre aspas) espúrio que usurpou o lugar da fé genuína, chamado Catolicismo Romano.
Desde os primórdios do Cristianismo, durante os três primeiros séculos da Era Cristã, Roma desencadeou dez grandes perseguições aos cristãos, que se sucederam uma após outra, à medida que seus césares (de Nero a Diocleciano) iam subindo ao poder.
Com a subida do imperador Constantino ao trono e a de Teodósio, seu sucessor, proclamou-se em Roma e em todo o império, o principio de tolerância religiosa. Antes atroz perseguidora, Roma abraça o Cristianismo sem contudo deixar para trás seus deuses.
Dentre outras coisas que iremos abordar neste trabalho, veremos que a igreja católica se tornou romana, não pela pretensão de ter sido Pedro o primeiro bispo de Roma, mas pela influência do próprio império dentro da igreja, desvirtuando-a e descaracterizando-a ao ponto de sua paganização.
O testemunho da história conta-nos casos de opressão em que a igreja romana, em nome de Cristo e da sua religião, é acusada de usar da mentira, da violência, da prepotência para castigar, matar e destruir aqueles que julgava seus inimigos ou que de seus erros divergiam. 
Confissões extorquidas pela tortura; morticínios e destruições como foi o caso da matança dos Valdenses e o massacre dos Huguenotes (protestantes franceses) conhecida como " a noite de São Bartolomeu" , foram provocadas por causa da intolerância religiosa da igreja romana que ameaçava sufocar de uma só vez a Obra Evangélica na França como em toda a Europa. Perseguições eram promovidas com o fim de extirpar a "heresia" tudo em nome daquele que não veio destruir vidas, mas salvá-las.
Prova disso foi a "Santa Inquisição da Igreja Católica" que de santa só teve o nome. Estabelecida em 1231 pelo papa Gregório IX , os tribunais de "Santo Oficio" como também era conhecida a Inquisição, martirizaram milhares de santos, acusando-os de heréges e inimigos da igreja (romana). Fogueiras humanas iluminavam as noites sombrias enchendo o céu de fumo e a terra de luto. Roma insaciável, continuava a derramar o sangue dos martíres.
Os nefandos tribunais da Inquisição covardemente fizeram milhões de vítimas, entre judeus e cristãos. Período negro da história, obra prima da
crueldade satânica, permitida talvez para nos servir de aviso para sair-mos e nos livrar-mos de Roma e do seu Sistema.

EIS ALGUNS PONTOS DO CONFRONTO:
Bíblia X Catolicismo Romano
IDOLATRIA: UM GRAVE ERRO DA IGREJA ROMANA
O primeiro mandamento bíblico prescreve: " Eu sou o Senhor teu Deus! Não farás para ti imagens de escultura, nem semelhança do que há em cima nos Céus... Não te curvarás diante delas nem as servirás" (Êxodo 20:4). No entanto no catolicismo romano as imagens tem prioridade por serem os esteios da Igreja. Os ídolos do paganismo e as estatuetas da Igreja Católica são formas de idolatria que confrontam-se com a Bíblia.
O culto a Deus deve ser realizado em espírito, sem o auxílio de qualquer objeto ou representação material, pois Deus é Espírito e importa que os que adoram a Deus o adorem em espírito e em verdade (João 4:24). Este é o culto preconizado nas Escrituras, exigido por Deus em todos os tempos.
As Escrituras condenam o culto por meio de imagens, isto sempre foi abominação a Deus. Porém, contrariando à sua Palavra, a igreja católica romana ensina a adoração de imagens e enche os seus templos de ídolos, conservando os seus adeptos na ignorância ao esconder-lhes a verdade bíblica.
Não há um só trecho no Novo Testamento que fale em Ter havido na igreja primitiva alguma procissão eucarística e que mostre algum dos apóstolos ou servos do Senhor incensando imagens. A razão porque não há é que o culto às imagens foi decretado pelo II Concílio de Nicéia em 787 dC, e a procissão eucarística teve seu início em 1360 dC.
O apóstolo Paulo em Atos dos Apóstolos 17:29 faz a seguinte declaração: " Sendo nós pois geração de Deus, não havemos de cuidar que a divindade seja semelhante ao ouro, ou à prata, ou à pedra esculpida por artifício e imaginação dos homens."
No entanto existe na Basílica de São Pedro em Roma, uma imagem deste apóstolo feita de bronze, cujo pés se gastaram de tantos beijos dos seus adoradores. O missal da igreja romana manda que se adore a cruz : "vinde e adoremos". O clero e os leigos adoram a cruz tirando os sapatos, ajoelhando-se e beijando-a . Os fiéis carregam suas imagens em procissão, queimam incenso às imagens e lhes acendem velas . Fazem promessas a inúmeros "santos" e lhes atribuem milagres, não já aos santos mas imagens desses. E a Palavra de Deus adverte: "congregai-vos e vinde; chegai-vos juntos, os que escapastes das nações: NADA SABEM OS QUE CONDUZEM EM PROCISSÃO AS SUAS IMAGENS DE ESCULTURA, feitas de madeira e rogam a um deus que não pode salvar" (Isaías 45:20).
Observe agora atentamente o Salmos 115 versos de 2 à 8:
Os romanistas adoram de fato as imagens e isto é pecado de idolatria, condenado por Deus em sua Palavra: "não erreis: nem os devassos, NEM OS IDÓLATRAS... herdarão o reino de Deus" (I Corintios 6.10).
Devemos buscar a Deus conforme os ensinos de sua Palavra e seguir a orientação que nos dá quanto ao culto que lhe devemos tributar. O culto deve ser tributado tão somente a Deus. Todavia, a igreja romana estabeleceu três espécies de culto:
  1. O de LATRIA, devido somente a Deus;
  2. O de HIPERDULIA, que se deve prestar a Maria, e
  3. O de DULIA, que se deve tributar aos santos e aos anjos. Esta divisão porém, não é bíblica nem lógica.
Não temos nem um simples exemplo nas Escrituras de adoração a Maria, ou aos santos e anjos. Antes estes, quando os pagãos os queriam adorar, eles os impediam, ensinando-os que só deviam adorar a Deus. 
Exemplos:
  1. Jesus citando Deuteronômio 6:13 , disse ao tentador: 
    "AO SENHOR TEU DEUS ADORARÁS E SÓ A ELE SERVIRÁS" (Mt. 4.10) 
  2. Pedro rejeitou a adoração de Cornélio em Atos dos Apóstolos 10:26
  3.  Barnabé e Paulo não receberam a adoração dos habitantes de Listra (Atos dos Apóstolos 14:11-18) dizendo ao povo: "Varões, porque fazeis estas coisas? Nós também somos homens como vós, sujeito às mesmas paixões, e vos anunciamos que vos convertais dessas vaidades ao Deus vivo" . 
  4.  O Anjo não consentiu que o apóstolo João o adorasse (Apoc 19.10) e  
  5.  Maria, mãe de Jesus nunca em seu coração teve a pretensão de se tornar objeto de culto, mas deixou-nos um único mandamento: " FAZEI TUDO QUANTO ELE VOS DISSER" (João 2:5).
E o que Jesus está nos dizendo é que "a hora vem e agora é em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores" (João 4:23).
Caro leitor(a), o nosso corpo é templo do Espírito Santo (I Cor 6.19), e o Deus vivente quer fazer nele morada. Pois então me diga: Que comunhão tem a luz com as trevas? E que consenso temos nós com os ídolos que Deus abomina e que se encontram presentes no interior das igrejas católicas? A Bíblia diz: "convertei-vos e deixai os vossos ídolos" (Ezequiel 14:6) e " saí do meio deles e apartai-vos ... e eu vos receberei, diz o Senhor Todo Poderoso" (II Cor 6.14c, 16 a, 17 e 18b).
Leitor (a) amigo (a) , atenta para o que está escrito na Palavra de Deus e converta-se dos ídolos para servirdes ao Deus vivo e verdadeiro, pois o fim dos idólatras é o ardente Lago de Fogo e Enxofre (Apoc 21.8).
O PAPA É IDÓLATRA
Outros versículos bíblicos sobre idolatria:
Levíticos 26:1 ; Deuteronômio 4:23; Deuteronômio 7 25,26; Isaías 44:17-20; Isaías 45:20; Jeremias 10:5; Jeremias 10:14-15; Ezequiel 20:18-19; Os 4.12; Zacarias 15:2; Atos dos Apóstolos 17:16-29; I Tess 1.9 e 1 João 5:21.
"... não te curvarás a elas nem as servirás" (Êxodo 20:4)

Dogma da Infalibilidade Papal

O dogma da infalibilidade papal foi declarada pelo papa Pio IX no Concílio Vaticano I (1869-1870) realizado na Basílica de São Pedro, em Roma.
A pretensão do papado consiste em dizer que o bispo da diocese de Roma é o Papa ou Pai da Cristandade, o sucessor de Pedro e o Vigário de Cristo com autoridade temporal e espiritual não somente sobre as igrejas, mas também sobre os reinos que há na terra.
Estas declarações praticamente são baseadas em uma só passagem das Escrituras, Mateus 16:18 nas palavras que Jesus dirigiu a Pedro. A interpretação romanista é que ali Cristo constituiu a Pedro como uma Pedra ou o Alicerce da Igreja. Além disso, se diz que Pedro foi o fundador e o primeiro bispo da igreja cristã em Roma.
Estas declarações merecem de nossa parte uma análise serena, imparcial e conscienciosa. Devemos recorrer à Bíblia, para ver se ela dá seu apoio a tão alarmantes pronunciamentos. E a história nos dirá se a primazia do Papa e sua apetecida infalibilidade foram verdades religiosas e feitos patentes reconhecidos através dos séculos do Cristianismo.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

o calvario vergonhoso da igreja catolica


Há poucas semanas o mundo inteiro tomou conhecimento dos últimos fatos ocorridos na entranhas da assim chamada "Igreja Católico Romana", com a notícia estampada nos principais jornais do mundo sobre os escândalos dos padres pedófilos. O homossexualismo sempre se fez presente no meio do clero regular (religiosos) e no clero secular (diocesano), mas sempre foi abafado pela alta hierarquia da Igreja de Roma, também não tão "santa" assim.
Bandeira do VaticanoNão é de agora que a chamada "Igreja Católica Romana" é alvo das mais severas denúncias de desvios sexuais entre os componentes de seu clero. O silêncio das "conveniências" tem falado mais alto em determinados momentos. Há séculos e séculos a Igreja de Roma vem mantendo "segredo" sobre os casos de contínuos abusos sexuais entre padres, bispos, cardeais e, até mesmo papas, envolvendo garotos, rapazes crescidos e adolescentes. É o homossexualismo correndo solto nas clausuras, corredores das sacristias e, até mesmo, em confortáveis motéis.
O homem é um ser no mundo. À medida em que se ausenta do mundo torna-se infiel a si mesmo e ao Evangelho. Se estiver ausente do esforço dos outros homens na construção de sua cidade terrena, será inexistente e marginal para eles. E se quiser construir para se uma cidade diferente da deles torna-se nocivo e rejeitado. Se o homem quiser ser aceito, se quiser se útil, se quiser existir, deve sair de si mesmo, integrar-se no mundo, no concreto, no real, no dia-a-dia. Na medida em que seu suor se misturar ao dos homens, estes o reconhecerão, lhe darão direito à vida e crerão na sua mensagem. Ora, é justamente este quadro que torna o padre católico romano um marginalizado. A formação que recebeu não lhe possibilita uma inserção real no mundo. Encontra-se fora dele. O mundo da técnica o exclui. Ignora a sua existência. É um homem à parte, indefinido, sem nome e sem profissão e também não tem família. Fora das categorias válidas e existentes. Uma espécie de parasita, que não produz e não constrói na linha da eficiência material e humana. Não tem um "status" reconhecido. Seu serviço não é requerido por nenhum quadro social. Sua inserção no mesmo é mais tolerada do que aceita ou pedida. Esta é a situação de todo membro do clero romano -- quer regular quer secular.
O costume do celibato teve um desenvolvimento lento, gradual. Uma olhada nas páginas das Sagradas Escrituras seria o bastante para se verificar que o ascetismo anormal já se manifestava no tempo do apóstolo Paulo, o qual condenado por ele: ...alguns apostatarão da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios, pela hipocrisia de homens que falam mentira e têm cauterizada a própria consciência, que proíbem o casamento, e ordenam a abstinência de alimentos..." (1 Timóteo 4:1-3), e novamente Paulo afirma:
Têm na verdade, aparência de sabedoria, em culto voluntário, humildade fingida, e severidade para com o corpo, mas não têm valor algum contra a satisfação da carne." (Colossenses 2:23). Tais práticas já existiam no Oriente, e eram especialmente desenvolvidas no Budismo que já possuía monges e freiras muito antes da era cristã.
Do século quarto em diante o ascetismo tomou forma e vulto e, dentro de algum tempo, apesar do vigoroso protesto, veio a se tornar regra geral no clero romano.
No Concílio de Nicéia, em 325, decidiu-se que os ministros da Igreja não poderiam casar depois de ordenados. Isto, porém, não impedia a ordenação de homens que já fossem casados. O Concílio espanhol de Elvira (ano 304) criou decretos contra o casamento do clero. Estes decretos, entretanto, foram de extensão limitada e quase nenhum esforço mais sério foi feito para pô-los em vigor.
Inocêncio I, ano 417. (Albano), decretou o celibato dos sacerdotes, mas não teve aceitação geral. Patrício da Irlanda, que morreu em 461, considerado "santo" pela Igreja de Roma, declarou que o seu avô era padre.
Mas a assim chamada "Igreja Católica Romana" foi persistente na exigência de um sacerdócio celibatário, tanto que, no ano de 1079, sob a mão forte de Gregório VII -- Ildebrando DI Bonizio -- o celibato foi novamente decretado e foi razoavelmente posto em vigor, embora aquele papa não pudesse controlar todos os abusos existentes.
Os papas Urbano II (1088-1099) -- Odon de Logery - e Calixto II (1119-1124)  - Guide Borgonha, arcebispo de Viena -- lutaram com determinação contra o concubinado do clero. O decreto do primeiro Concílio de Latrão (1123), decretou inválido o casamento de todos aqueles que estavam nas ordens sacras, e o Concílio de Trento (1545) fez sérios pronunciamentos sobre o celibato do clero.
Conforme aqueles decretos, um sacerdote romano que se casasse incorria na excomunhão é ficava impedido de todas as funções espirituais. Um homem casado que desejasse vir a ser sacerdote, tinha que abandonar a sua esposa, e esta também tinha de assumir o voto de  castidade ou ele não poderia ser ordenado padre.
De acordo com a Lei Canônica, o voto do celibato é quebrado quando o padre se casa, mas não necessariamente quando este tem relações sexuais. A Igreja de Roma, proibi seus sacerdotes de casarem-se, mas não interfere na vida particular deles. Daí existirem tantos padres homossexuais declarados, exercendo o sacerdócio, normalmente.
O Celibato, como se pode verificar, na prática, nada tem a ver com a castidade. E o perdão para as relações sexuais -- heterossexuais ou homossexuais -- praticadas pelos elementos do clero, pode ser facilmente obtido a qualquer hora através da confissão auricular a qualquer outro padre seu igual, quem sabe, Não muito "casto" tanto
quanto o penitente!
É fácil perceber por que os papas são tão insistentes no reforço da lei do celibato para os componentes do clero católico romano. Não sendo casados e nem tendo família, poderiam ser facilmente transferidos de uma paróquia para outra ou a diferentes partes do mundo.
A propriedade dos clérigos, que em alguns casos é bem considerável, e que se fossem casados passariam para a família, cai automaticamente nas mãos da "santa madre igreja" ou é herdada por ela no todo ou em parte, portanto, os motivos do celibato obrigatório adotado pela Igreja de Roma são tanto eclesiástico como econômicos.
A lei do celibato da Igreja de Roma (latina ocidental) é, indubitavelmente, apenas eclesiástica e não de direito divino. Havendo colisão entre o direito divino da comunidade e o dever eclesiástico do padre, a solução do conflito deveria ser a seguinte: a obrigação eclesiástica deveria ceder ao direito divino.
As chamadas "razões teológicas" da Igreja de Roma para submeter o seu clero à  absurda lei eclesiástica do dever do celibato, devem ser buscadas, de preferência, nas contradições íntimas dessa lei, que a fazem parecer questionável em si mesma, uma vez que contraria o direito divino.
A Igreja de Roma usa como base teológica de suas argumentações Mateus 19:10 -12. Mas, numa exegese mais acurada, o texto mostra que não se pode exigir o celibato por lei. Na verdade o que Jesus exprime aqui é muito menos um conselho do que os pressupostos para que alguém possa escolher o celibato:  "Nem todos podem receber esta palavra, mas só aqueles a quem foi concedido" (V.11).
Os resultados da discussão sobre esta palavra do Senhor podem ser resumidos da seguinte maneira: na redação final de Mateus, a palavra do Senhor está associada a um alto e restrito padrão para o casamento que teria sido o responsável pelo desencanto dos discípulos -- "não convém casar" (V. 10). Daí o Senhor Jesus lhes dizer: "Nem todos podem receber esta palavra" isto é, a declaração dos discípulos. Ainda que, às vezes, o casamento possa não ser o ideal nem todos os homens são constituídos de forma a poderem se abster.
Os vv.11 e 12 querem dizer que há alguns que são capazes de se conformar com a idéia dos discípulos, não se casando. E o Senhor Jesus prossegue: Porque há eunucos que assim nasceram do ventre da mãe; e há eunucos que foram castrados pelos homens; e há eunucos que se castraram a si mesmos por causa do reino dos céus".
A má compreensão destas palavras, que foram tomadas literalmente nos tempos de ascetismo, motivou tragédias, de quando em quando, no decurso da história cristã. As palavras referem-se a abstenção do casamento por causa do evangelho.
O Novo Testamento ensina o valor do celibato. João Batista, Paulo e o próprio Senhor Jesus Cristo podem ser citados como exemplos de celibatários. Tanto Paulo (1 Coríntios 7:7) quanto o Senhor Jesus (Mateus 19:12), indicam que semelhante celibato é um dom de Deus, não dato a todas as pessoas.
Deus Abençoou o Sagrado Matrimonio
Os que recebem o dom devem abrir mão do casamento, visando maior liberdade e menor envolvimento mundano para servir a Deus.
Isto não significa que casar-se é pecado, conforme Paulo indica em I Cor. 7:9, 28, 36,38. Aliás, Paulo diz que proibir o casamento é considerado diabólico (1 Timóteo 4:1-3).
A expectativa normal é de que os líderes da igreja sejam casados e tenham uma família exemplar (1 Timóteo 3:1-3; Tito 1:6).  "Quem pode receber isto, receba-o", disse o Senhor Jesus. Parece que o Senhor se refere à observação dos discípulos, no V. 10, e não à indissolubilidade do casamento.
Este verso não glorifica a vida celibatária, mas implica que somente os que são verdadeiramente eunucos podem aceitar o pensamento dos discípulos. Aqueles que podem abandonar todo o desejo de casamento por causa do reino dos céus podem ser chamados a uma vida celibatária.
Caso não possa fazer isso, p homem deve casar-se normalmente. Em Mateus 19:12, não se exorta ao pedido do dom do celibato, admoesta-se, pelo contrário, a não abraçá-lo sem o dom correspondente. O que pode estar em jogo aqui é somente reconhecer e aceitar o dom (castraram a si mesmo), concordar com o dom e colaborar com ele, mas não obtê-lo à força de oração, conforme declaram os asseclas papistas.
O Desejo de Paulo (1 Coríntios 7:7) de que todos pudessem ser celibatários frustra-se na maneira como Deus diversifica seus dons aos crentes (1 Coríntios 12:4). E com efeito, esta doação sobrenatural é apresentada aqui também como feita de antemão:  "cada um tem (presente) de Deus o seu próprio dom, um de uma maneira e outro de outra".
Se nesta situação se pudesse mudar alguma coisa por meio da oração -- como assim prega a Igreja de Roma -- o desejo de Paulo seria realizável e ele não teria escrito o grande "mas", teria, pelo contrário, exigido a oração, como o fez em 1 Coríntios 12:31 ao falar da concessão de outros dons: "portanto, procurai com zelo os melhores dons".
Se não o faz aqui é porque o dom (crisma) do celibato é dado de antemão, cabendo apenas reconhecê-lo, e Não, evidentemente, tentar consegui-lo pela oração e atos de penitência -- conforme ensina a Igreja de Roma, por lei eclesiástica.
Por certo que a continência como fruto do Espírito (Gálatas 5:22), pode ser pedida segundo Gálatas 5:23 mas ela é também necessária temporariamente às pessoas casadas (1 Coríntios 7:5; Tito 1:8) e não pode ser colocada no mesmo nível do celibato vocacional em vista do reino dos céus, o qual implica até a renúncia aos valores espirituais do casamento e da família.
Das passagens de Mateus 19:11 e 1 Coríntios 7:7 conclui-se, portanto, que o celibato, por causa do reino dos céus, não depende da livre vontade do crente e, em conseqüência, não pode ser ordenado por lei eclesiástica, mas é um dom de Deus que não é concedido a todos.
As primeiras justificações dadas no século IV para a proibição de ainda gerar filhos no casamento válido de padres são marcadas, evidentemente, de ojeriza ao corpo e ao casamento. Supondo-se que o cân. 33 do Concílio de Elvira (por volta do ano 304 ou 306) não deva ser interpretado como o inverso de uma proibição da abstinência, foi este Concílio (caso contrário, o de Ancyra, no ano 314) que proibiu pela primeira vez a continuação do casamento após a ordenação: "Aprouve totalmente... proibir os padres: eles devem conter-se e não gerar filhos" --  "Placuit in totum prohibere episcopis, prebyteris et diaconibus abstinere se a coniugibus et non generare filios" O texto é em si contraditório. Mesmo que não tenha sido indicada nenhuma fundamentação, a proibição cai sob o veredito de 1 Timóteo 4:2-3.
Na carta do papa Siríaco a Himério de Tarragona (10/02/385), há, no entanto, uma clara fundamentação da proibição. É um "crime" ainda gerar filhos muito tempo depois da ordenação, mesmo "da própria esposa"  "estejam todos os padres e levitas obrigados, por uma lei indissolúvel, a consagrar-se 1a castidade de coração e de corpo desde o dia da ordenação"... pelo que o ato da geração é tido como impuro; sejam os transgressores afastados do estado sacerdotal e nunca mais possam celebrar os sagrados mistérios dos quais eles mesmos se privam, ao satisfazerem apetites obscenos.
Numa visão hodierna tal lei já não pode reclamar nenhuma validade, pois além de contestável em sua fundamentação, atinge a essência do casamento, garantido por direito divino, ao querer retirar dos sacerdotes católicos romanos "o direito ao corpo em ordem àqueles atos são próprios da geração de filhos" (C.I.C. -- Codicem Iuris Canonici), Cân. 1013, $ 2). Baseado nesta premissa, direito eclesiástico não pode invalidar direito divino!
É igualmente contestável a singular fundamentação que o II Concílio de Latrão (ano 1139) deu, ao estabelecer o casamento como impedimento para a ordenação sacerdotal, o que constitui a formulação decisiva e até hoje válida da lei do celibat": até hoje o celibato não é, sob o ponto de vista legal, um princípio d escolha e sim um impedimento absoluto para o casamento.
O Tal Concílio considera nulos casamentos de padres, os já feitos e os que se celebram no futuro, "a fim de que a lei do celibato e a pureza agradável a Deus se difundem entre os eclesiásticos...".  Se a pureza agradável a Deus é para ser alcançada apenas fora do casamento, o Concílio está dizendo com isso, indiretamente, que é impura a doação matrimonial, o que corresponde, aliás, à doutrina teológica da Idade Média.
Mas assim o Concílio contradisse sua própria doutrina sobre a "sacramentalidade" de seus "sacramentos", quando diz: "...aqueles que, sob a aparência de piedade, condenam o sacramento da Eucaristia, do batismo das crianças, da ordenação  sacerdotal e do matrimônio legítimo, nós os repelimos como herejes".
Celibato - Um Dogma Conflitante
Portanto a lei 1139 conflita com o dogma católico romano e ao mesmo tempo com o direito divino, ao separar casamentos tidos como válidos até então, contrariando o que diz Mateus 19:6: "Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem", vedando, além disso, aos padres, de maneira completa, o direito divino ao casamento.
Uma "eclesiástica regula" (lei eclesiástica) -- e como tal se caracteriza a lei do celibato de 1139 -- não pode jamais revogar um direito divino, conforma C.I.C., Cân. 6, $ 6 -- "Nullun ius humanum contra ius divinum praevaler". Em assim sendo, deve ser considerada nula!
É bom ressaltar que o Concílio de Trento (1545) não decretou nenhuma lei nova sobre o celibato, apenas confirmou o que já estava em vigor até os dias de hoje.
O C.I.C. leva em conta que para o celibato é necessário um "dom e carisma particular de Deus", o qual, segundo Mateus 19:11  "nem todos têm", mas ao contrário determina que os clérigos de ordem maiores "estão impedidos de casar-se"(Cân. 1072).
É a antiga proibição do casamento de 1139, umas das "obrigações" impostas por lei  ao estado sacerdotal, e não um princípio de escolha somente para aqueles que receberam o dom do celibato.
A Igreja de Roma reafirmou, no Concílio Vaticano II e repetidamente no sucessivo assim chamado "Magistério Pontifício", a "firme vontade de manter a lei que exige o celibato livremente escolhido e perpétuo para candidatos à ordenação sacerdotal no rito latino"  (João Paulo II, Exort. Ap. post-sinodal Pastores dabo vobis, 29: I.c 704; cf. Conc. Ecum. Vat.II, Decr. Presbyterorum Ordinis, 16; Paulo VI, carta enc. Sacerdotalis coelibatus  (24 de junho de 1967), 14; C.I.C. Cân. 277, $ 1).
Há uma palavra da Escritura Sagrada que é de suma importância para a crítica da lei eclesiástica do celibato. Está em 1 Coríntios 9:5; "Não temos nós direito de levar conosco uma esposa crente, como também os demais apóstolos, e os irmãos do Senhor, e Cefas?".
Neste versículo, que pouco ou quase nada incomoda a Igreja de Roma, Paulo fala de seu direito de apóstolo, do direito que lhe compete como aos demais apóstolos, mesmo que a ele renuncie.
E na verdade trata-se aqui não somente do direito ao imposto eclesiástico (1 Coríntios 9:4), como o Senhor tinha dito: "...comendo e bebendo do que eles tiverem, pois digno é o obreiro de seu salário...em qualquer cidade em que entrardes, e vos receberem, comei do que vos for oferecido" (Lucas 10:7-8), mas Paulo está pensando também no direito de levar consigo uma esposa.
Este direito, igualmente ao anterior, remonta ao Senhor, é, portanto jus divinum, pois nenhuma outra autoridade além do Senhor poderia atribuir aos apóstolos qualquer direito apostólico. Isso ressalta também do contexto. Em 1 Coríntios 9:1 Paulo diz: "Não sou eu apóstolo? Não sou livre? Mão vi a Jesus Cristo Senhor nosso? Não sois vós a minha obra no Senhor?"  e conclui, resumindo:  "Assim ordenou também o Senhor aos que anunciam o evangelho, que vivam do evangelho" (1 Coríntios 9:14).
O conteúdo do direito do Cap. 9:5, é de ser o apóstolo acompanhado de uma esposa. Disto há uma prova de fato, uma prova de tradição e uma prova lingüística. A prova de fato: Pedro - Cefas era casado, segundo o testemunho de Marcos 1:30.
Nesta passagem cita-se a sogra de Pedro que estava doente e que Jesus a curou. O irmão de Jesus, Judas Tadeu, era casado, segundo Eusébio -- História da Igreja III, 20,1-5 -- pois tinha dois netos.
Segundo o mesmo livro -- III, 31, 2-3 -- era também casado o apóstolo Felipe, pois tinha três filhas. Sabemos por 1 Coríntios 9:5 que eles, mais tarde, "levaram" novamente consigo suas esposas, embora durante a vida de Jesus "tenham deixado tudo para segui-Lo" (Mateus 19:27).
Uma outra que não a esposa não pode ter estado a acompanhar o apóstolo, pois um fato destes, ontem como hoje, só teria suscitado suspeitas!
Ademais, uma outra mulher não constituiria objeto de um direito do apóstolo: só o casamento dá a um homem o direito a uma mulher, não há direito a uma servidora, nem mesmo para um apóstolo, pois o Senhor disse: "Porque o Filho do homem também não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos" (Marcos 10:45) e "Não é o discípulo mais do que o mestre,nem o servo mais do que o seu Senhor"(Mateus 10:24).
Entre os direitos especiais dos apóstolos conta-se aqui o direito ao casamento, porque as mulheres não somente lhes prestavam ajuda na pregação do evangelho, mas também eles podiam utilizar os bons ofícios de suas esposas na manutenção das comunidades, o "beber e o comer"do V. 4.
Em si, porém, o direito ao casamento é um direito bíblico natural e universal (Gênesis 2:18 -24; Mateus 19:4-6), É deste direito que Paulo falara expressamente há poucos capítulos antes:  "...por causa da prostituição, cada um tenha a sua própria mulher, e cada uma tenha o seu próprio marido" (1 Coríntios 7:2). Estando pois, estabelecido o direito fundamental, não precisava Paulo tecer maiores considerações a respeito no cap. 9.
A prova da tradição: Os mais antigos Pais da Igreja traduziram, sem exceção esposas por UXORES. Só mais tarde é que se manifestam opiniões diferentes.
Escrevendo por volta de 204, diz Tertuliano em De exh. Cast. 8: "Era permitido, até aos apóstolos. casar-se e levar consigo esposas".
Mais tarde, por influência do Montanismo, ele mudou de opinião. Clemente fala no Paedagogos II, 1,9 "do acompanhamento das esposas", como e um "uso"da criação moralmente indiferente, permitido portanto, tal como o "comer e o beber"de 1 Coríntios 9:4.
Hilário de Poitiers (falecido em 367), em seu Comentário dos Salmos, interpreta o versículo da mesma maneira que Tertuliano no sentido de que está expresso aqui "o direito de os apóstolos se casarem" (portanto, não é apenas o direito de continuarem casados, se já o eram antes do chamado): "ao louvar a continência, o apóstolo não põe obstáculo no direito de casar-se... não temos nós o direito de levar esposas?".
É bom ressaltar que Hilário, além de padre é doutor da Igreja, e sua palavra tem, por conseguinte, um grande peso!
Enfim, Jerônimo, escrevendo contra Helvídio em 383 (adv. Helvidium, II), ainda traduz, como seu adversário, por: "uxores circumducere",  "levar esposas" mas 10 anos mais tarde (393) já está sob a influência da legislação latina sobre o celibato, e em Adv. Jovinianum 1,16 a tradução  "UXORES"  é substituída por  "mulieres", isto é, mulheres "que ficavam a serviço dos apóstolos, com a permissão deles, da mesma maneira que... teriam servido ao Senhor" (Lucas 8:2-3). Neste "subterfúgio" encalhou a exegese posterior...
Por último, vale como prova a seguinte regra lingüística: quando, numa construção gramatical, uma mulher está em referência de posse a um homem, significa sempre no N T a mulher casada, como entre nós, "minha mulher" e a mulher casada por exemplo 1 Coríntios 7:2  --  "sua própria mulher".
Desta maneira, as mulheres acompanhantes de 1 Coríntios 9:5 são, no uso lingüístico do N.T, eram as esposas dos apóstolos. Se, portanto, a Bíblia assegura ao apóstolo o direito de se fazer acompanhar de uma esposa, direito a que pode renunciar mas não está obrigado, a proibição eclesiástica de os padres se casarem repousa em pés de barro...
Sobre a proibição do casamento recai a sentença de 1 Timóteo 4:3: não é inspirada pelo Espírito Santo, mas por demônios! O juramento de estar agindo livre e espontaneamente, conforme o atual Código de Direito Canônico, também em nada alterou a lei de 1139, porque também aqui a preocupação não é com o carisma (dom), mas em  "manter a lei". Uma lei injustificável em si mesma não pode, no entanto, ser legitimada por obediência voluntária.
O Concílio Vaticano II acentuou a necessidade do carisma, mas reforçou ao mesmo tempo em "manter a lei" que "exige o celibato" a todos os clérigos ordenados.
O Concílio, ou está forçando todos os clérigos católicos romanos a cumprir a lei, mesmo sem carisma, o que não é possível segundo Mateus 19:11 e 1 Coríntios 7:7 ou então, contrariando afirmações do Novo Testamento de que Deus vocaciona também ao ministério pessoas casadas, quer forçar a Deus, por meio de uma lei injustificável, a dar o dom ou carisma do celibato a todos os vocacionados.
Mas Deus, que "repartindo particularmente a cada um como quer" (1 Coríntios 12:11), ninguém pode forçar, nem mesmo por oração, a fazer aquilo a que exorta o Concílio Vaticano II.
A assim chamada "Sagrada Congregação para o Clero", ao lançar para o mundo inteiro o "Diretório para o Ministério e a Vida do Presbítero", assinado pelo Prefeito daquele Dicastério, Cardeal José T. Sanchez, na Quinta Feira Santa de 1994, assim se expressou sobre a "motivação teológica e espiritual da disciplina eclesiástica sobre o celibato":
"Este, como dom e carisma particular de Deus, requer a observância da castidade perfeita e perpétua por amor do Reino dos céus, para que os ministros sagrados possam aderir mais facilmente a Cristo com coração indiviso e dedicar-se mais livremente ao serviço de Deus e dos homens".
Infelizmente, não é esta a prática que recentemente veio inserida nas manchetes, em letras garrafais, das nossas revistas semanais! Hoje, o grande problema e vergonha da Igreja de Roma, o seu calvário, é, sem sombra de quaisquer dúvidas, o seu próprio clero -- regular ou secular!
De nada vai adiantar o Papa João Paulo II ter chamado recentemente cerca de 12 cardeais para decretar tolerância zero em suas entranhas, contra a pedofilia e homossexualismo de seus ministros, mesmo que venha adotar severa normas contra estas práticas e crimes sexuais, se a causa maior não for extirpada do seu meio : O celibato obrigatório por lei eclesiástica.
Por causa destes escândalos que agora têm se tornado rotineiro nos arraiais romanistas, a decadência da Igreja de Roma é visivelmente notória, pois o censo de 2000 recentemente divulgado pelo IBGE e amplamente divulgado pela imprensa nacional, veio demonstrar o decréscimo do número de católicos no Brasil -- considerado até então o maior país católico do mundo!
Não dá mais para esconder ou encobrir a vergonhosa homossexualidade entre religiosos católicos com os filhos de seus paroquianos. Quanto a fatos não há contra-argumentos, diante da face oculta dos que um dia ousaram manipular os desígnios da Igreja de Cristo em usufruto próprio.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

tradição catolica anula a sulficiencia da palavra de Deus


Constantemente os católicos romanos afirmam que nós os evangélicos, rejeitamos as tradições. Não é verdade! De maneira nenhuma rejeitamos todas as tradições, muito pelo contrário, colocamo-las no seu lugar devido até onde elas concordam com as Sagradas Escrituras e se fundamentam da genuína fé cristã “que uma vez por todas foi entregue aos santos” (Judas v.3).
Dentro destas tradições, destacamos as confissões e os pronunciamentos dos concílios de diversas igrejas, de maneira particular aquelas da Igreja Primitiva que expressam o conteúdo central da mensagem cristã inseridas nos Credos Apostólicos e Niceno, e das confissões do tempo da Reforma Protestante do século XVI.
Também encontramos tradições nas confissões e decisões dos concílios das igrejas hoje, às quais devemos dispensar minuciosa atenção, tendo o cuidado de investigar com maior atenção e cuidado seu conteúdo bíblico-teológico, pois a nenhuma igreja lhe foi dado o direito de formular novas doutrinas ou tomar decisões contrárias aos ensinamentos das Sagradas Escrituras, pois a História da Igreja registra que líderes e concílios podem cometer erros crassos e os cometem, alguns deles seriíssimos comprometendo a verdadeira fé cristã.
As decisões conciliares só merecem autoridade, quando se baseiam nas Sagradas Escrituras, pois elas estão em primeiro lugar como única regra de fé prática autorizada e suficiente em si mesma, e que os padrões denominacionais em sua diversidade existentes devem ser subordinados e colocados em posição secundária.
Portanto, nossas tradições têm autoridade subordinada e secundária, podendo ser modificadas quando as suas crenças e práticas não estão em total acordo com a Bíblia Sagrada, a inerrante Palavra de Deus, única regra infalível de fé normativa para a vida e o caráter cristãos.
A irreconciliável controvérsia secular entre o Protestantismo e o Catolicismo Romano é exatamente a questão da autoridade suficiente e final em matéria de fé.
A “Constituição Dogmática sobre a revelação Divina DEI VERBUM”, aprovada, decretada, estabelecida e promulgada aos 18 de novembro de 1965 pelo falecido papa Paulo VI assim diz: “O múnus de interpretar autenticamente a palavra de Deus escrita ou contida na Tradição, foi confiado só ao magistério vivo da Igreja, cuja autoridade é exercida em nome de Jesus Cristo. Este magistério não está acima da palavra de Deus, mas está a seu serviço, não ensinando senão o que foi transmitido, enquanto, por mandado divino e com assistência do Espírito Santo, a ouve piamente, guarda santamente e expõe fielmente, haurindo deste único depósito da fé todas as coisas que propõe à fé como divinamente reveladas”3.
E o novo Catecismo da Igreja Católica 4, em sua primeira parte, no Capítulo II, Artigo 2, II quando fala da “Relação entre a tradição e a Sagrada Escritura”, na pág. 34, # 80 diz:
“Elas estão entre si estreitamente unidas e comunicantes. Pois promanando ambas da mesma fonte divina formam de certo modo um só todo e tendem para o mesmo fim”5.
  1. CF. Concílio Vaticano I, Const. Dog. De fide Catholica, cap. 3 De fide: Denzinger, 1792 (3011).
  2. Cf. Pio XII, Encíclica Humani Generis, 12 agosto 1950: AAS 42, 1950, 568-569: DEnz. 2314(3886)
  3. DV. 9# 2
  4. Catech. R., dado e assinado por João Paulo II no dia 11 de outubro 1992, através de Const. Apost.  “Fidei Depositum”.
  5. Dei Verbum, 9 # 1.
  6. DV, 9.
  7. Cf. Concílio de Trento, sess. IV, 1c: Denz, 783 (1501).
  8. Catech. R, Pág. 38, # 95; DV  10 # 95.
  9. H.Bettenson, ‘Documentos da Igreja Cristã’  , ASTE, SP, 1967.
  10. D. Jaime de Barros Câmara, ‘Apontamentos de História Eclesiástica’, Vozes, Petrópolis, RJ, 1942.
  11. Citado por Michael Schumaus, A fé da igreja, Fundamentos 1, Vozes, Petrópolis, RJ, 1976, pág. 147.
  12. Ibid, Pág. 149.
  13. Catech. R., Pág. 38 # 97
  14. Michael Schumaus, A Fé da Igreja, Fund. 1, Vozes, Petrópolis, RJ, 1976, Págs 152.
  15. Nota explicativa prévia, das atas do Conc. Ecum. Vaticano II, itens 3 e 4.
  16. Const. “Dei Verbum” 9; Catech. R., Págs. 35 # 82.
  17. NT, Edições Vozes, Petrópolis, RJ, 1980, Pág. 146.
 Mais adiante diz que, “a Igreja (Católica), à qual estão confiadas a transmissão e a interpretação da Revelação, não deriva a sua certeza a respeito de tudo o que foi revelado somente da Sagrada Escritura. Por isso ambas: (Escrituras e Tradição, devem ser aceitas e veneradas com igual sentimento de piedade e reverência”6.

E na DEI VERBUM o posicionamento é mais explícito: “a Igreja Católica não tira a sua certeza a respeito de todas as coisas reveladas só da Sagrada Escritura. Por isso, ambas (Escrituras e tradição) devem ser recebidas e veneradas com igual afeto e piedade”7.
Dando a sua conclusão neste capítulo, o Catecismo, afirma: “Fica, portanto, claro que segundo o sapientíssimo plano divino, a Sagrada Tradição, a Sagrada Escritura e o Magistério da Igreja (Católica) estão de tal modo entrelaçado e unidos, que um não tem consistência sem os outros, e que juntos, cada qual a seu modo, sob a ação do mesmo Espírito Santo, contribuem eficazmente para a salvação das almas”8.
Vale salientar que a Igreja Católica Romana nem sempre foi o que é hoje. Ela chegou ao seu estado atual através de um processo de desenvolvimento a longo prazo, com acréscimos de novas doutrinas, novos ritos, novos costumes e muitas outras adições, ao longo de 16 séculos.
Por conseguinte, o Catolicismo Romano praticado atualmente é fruto de muitos séculos de erros e de tremendas apostasias acopladas ao seu sistema eclesiástico.
Ao longo dos séculos, a Bíblia Sagrada foi sendo paulatinamente sendo substituída pelas invenções da crendice popular e aprovadas nos concílios supostamente infalíveis, com o resultado da importação de sistemas pagãos para dentro do Cristianismo.
A “Doação de Constantino” 9 ao papa Silvestre, documento este incluído nas DECRETAIS FORJADAS, e que teve a sua autoridade posta em questão no século XVI, cuja autenticidade foi impugnada por muitos homens eminentes, sendo sua falsidade finalmente provada por Lourenço Valla e hoje completamente desacreditado, mais os falsos “Decretos de Isidoro” 10, foram os documentos responsáveis pela fabricação da assim chamada “Sagrada Tradição”.
Reportando-nos ao IV Concílio de Constantinopla, em 869 d.C., verificamos que foi promulgado, em seu primeiro cânon, o reconhecimento da tradição, não aquela tradição oral como é hoje defendida pela Igreja de Roma, como aquela que foi estabelecida no Concílio de Trento, mas de uma tradição arquivada nos compêndios da Igreja, constando de uma ininterrupta série de testemunhos, sendo fácil a sua comprovação.
Este Concílio tampouco considerou essa tradição no mesmo grau de autenticidade que as Sagradas Escrituras, como assim promulgou o Concílio de Trento, mas apenas a apontou como um “oráculo secundário”. Foram decorridos 15 séculos para que a “sagrada Tradição” fosse colocada no nível das Sagradas Escrituras para empanar e sustentar todas as doutrinas de então até hoje, da Igreja de Roma. O decreto em questão teve a seguinte redação:

Sobre A Escritura E A Tradição Sessão IV, 8 De Abril De 1546

Concílium Tridentinum, Diariorum, Et Denzinger, 783 (1501).
 “A santa e universal assembléia eclesiástica de Trento... ocupou-se sempre da superação dos erros e da conservação da pureza do Evangelho na Igreja. A seu tempo, este Evangelho foi prometido pelos profetas nas Sagradas Escrituras; Nosso Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, anunciou-o por Sua própria boca”.
“Ele mesmo fez que o Evangelho, como fonte de toda verdade salvífica e da ordem moral, fosse pregado a todas as criaturas pelos Seus Apóstolos. A santa assembléia eclesiástica sabe que esta verdade e esta ordem estão contidas em livros escritos e em tradições não escritas, que os Apóstolos receberam da boca de Cristo e que foram transmitidas de mão em mão, por obra do Espírito Santo, até chegar a nós”.
“Esta assembléia segue o exemplo dos padres ortodoxos ao reconhecer e venerar com a mesma piedade e reverência todos os livros do Antigo e do Novo Testamento – pois o único Deus é o autor de ambos – juntamente com as tradições que se referem à fé e aos costumes. Pois elas procedem da boca de Cristo ou foram inspiradas pelo Espírito Santo e conservadas na Igreja católica através de uma tradição ininterrupta”.
“E por isso houve por bem inserir neste decreto um catálogo de livros sagrados, para que fique bem assente e não haja a menor sombra de dúvidas acerca dos mesmos livros por este sínodo”.
Naquele conclave palco de tão grande dissidência, ao qual assistiram apenas quarenta e nove bispos, houve muita confusão em razão das acaloradas divergências de opiniões sobre títulos diversos, compendiados, seguidos de anátemas e maldições que foram lançadas sobre aqueles que não os aceitassem como matéria de fé, votados em meio a uma grande algazarra prelatícia.
Como de costume, franciscanos e dominicanos travaram renhidíssima luta corporal. Dois deles, venerados prelados numa demonstração de zelo quanto a suas idéias particulares, se engalfinharam e se estapeando mutuamente com ferocidade, agarrando-se às barbas um do outro, motivando Carlos V ameaçar os beligerantes de lançá-los na prisão, se não se comportassem no recinto dignamente.
E, em meio a toda essa algazarra prelatícia, a Igreja de Roma afirmou que, mesmo assim, houve “a assistência do Espírito Santo”!  Pasmem!
Diante deste quadro de tão evidente amalgamação de opiniões dos prelados conciliares ali reunidos, foi necessário redigir os decretos por uma forma anfibológica.
Segue-se ao decreto tridentino uma lista de livros na qual acham incluídos os seguintes livros apócrifos; Tobias, Judite, Sabedoria, Eclesiástico, Baruc e a última parte dos livros de Ester e Daniel, ou seja, desde o versículo 4 do capítulo 10 de Ester até o final do capitulo 16, e os capítulos 13 e 14 de Daniel, que tratam da história de Susana, a história de Bel, o episódio do Dragão e o Cântico dos três meninos.
Observando o que acima foi exposto, vemos que os “padres ortodoxos” da Igreja Católica, por uma “tradição ininterrupta”, recebiam os livros “apócrifos” e os outros livros citados no decreto, “com a mesma piedade e reverência”.
Isso não foi verdade! Pois o assunto que os “padres ortodoxos” e um grande número de teólogos, no seio da própria Igreja Católica haja concordando alguma vez, “com a mesma piedade e reverência” foi exatamente o de banir do sagrado cânon da Escritura os livros apócrifos!
A Escritura Sagrada oficial da Igreja Católica Romana é a Vulgata traduzida para o latim por Jerônimo (383-405 d.C.), um dos Pais da Igreja do século V.
O Antigo Testamento, exceto o livro de salmos, foi traduzido do texto hebraico, e o Novo Testamento, do texto grego.
Ao final do século V, o conhecimento destas duas línguas havia descido a nível tão lastimável e, onde as Sagradas Escrituras eram lidas, usava-se a Vulgata latina, ainda que os prelados do Concílio de Trento reconhecessem que a tradução de Jerônimo não era de todo perfeita e, por esta razão, desejassem fazer uma nova tradução da Bíblia Sagrada.
Como havia urgência dos integrantes do Concílio de Trento reconhecer um texto oficial, para o qual se pudesse apelar, sempre que necessário, o texto escolhido foi o da milenar tradução de Jerônimo, o qual foi considerado padrão da Igreja de Roma.
Vale salientar que a lista dos livros canônicos do Antigo e Novo Testamento, dada por Jerônimo, não incluía a princípio os apócrifos, cuja inspiração divina ele se recusou aceitar. Mas mesmo assim o Concílio de Trento concluiu:
“Se alguém não receber como canônicos todos estes livros, no todo ou em parte, como são lidos ordinariamente na Igreja Católica, e como estão contidos na antiga edição da Vulgata latina, ou, ainda, consciente e deliberadamente, desprezar as tradições aqui inseridas, seja anátema”.
Rejeitamos, portanto, os livros apócrifos:
  1. Porque estes livros não estão no cânon hebraico do Velho Testamento;
  2. Porque não há no Novo Testamento nem uma só citação desses sete livros;
  3. Porque há no Novo Testamento cerca de 260 citações diretas e de 370 alusões a passagens do Velho Testamento, mas não há uma única citação de Cristo ou de qualquer um dos apóstolos aos livros apócrifos;
  4. Porque durante 15 séculos os livros apócrifos não receberam a aceitação da Igreja, até que, em 15 de abril de 1545 e em sua Sessão IV, o Concílio de Trento decretou os controvertidos livros como sagrados e canônicos;
  5. Porque estes livros apócrifos contêm passagens com ensinamentos contrários à revelação divina.
É necessário citar que os textos conciliares do Concílio de Trento e do Concílio Vaticano I foram interpretados na teologia católica, até há pouco tempo, no sentido da teoria das duas fontes.
Segundo esta, as verdades estabelecidas pela Igreja Católica, que não estão fundadas na Escritura, podem ser demonstradas pela tradição não escrita. E, portanto, o fato de que um dogma não apareça explícita ou implicitamente na Escritura não constitui nenhum obstáculo, pois em todo caso se pode apelar para a tradição não escrita.
O teólogo franciscano J.H. Geiselmann afirmou, juntamente com outros investigadores, que a teoria das duas fontes não se amolda ao sentido do Concílio de Trento. Segundo a interpretação desse teólogo contemporâneo, ao determinar a relação entre Escritura e Tradição, “apresentaram-se dois esquemas aos padres conciliares. Dizia o primeiro que a verdade do Evangelho está ‘partim in libris scriptis, partim et sine scripto traditionibus’, em parte nos livros da Escritura e em parte na tradição não escrita”.
Ele diz que contra este esquema “levantou-se forte oposição”, levando “os padres conciliares a eliminar as palavras ‘partim,partim’e colocar em seu lugar ét’” 11.
O Concílio Vaticano II considerou de maneira especial, renunciando à teoria das duas fontes segundo a qual a Escritura e a Tradição são consideradas como duas possibilidades de conhecimento, a correr paralelas sem conexão alguma entre si, apesar dos prelados reconhecerem que sua doutrina não é totalmente clara.
Mesmo assim, com estas exposições, o Concílio não deu resposta a todos os questionamentos, deixando abertas, intencionalmente, algumas questões.
A Constituição Dogmática sobre a Revelação Divina “Dei Verbum” veio tentar salvar o problema, dizendo que a Tradição, sedimentada de “modo especial” (spciali modo exprimitur) na Escritura, é, segundo Michael Schumaus, “entendida como a ação de transmitir e como a ação transmitida”.
Este mesmo Teólogo crê “que a Escritura se interpreta a si mesma, mas para evitar possíveis controvérsias, devemos acrescentar que a norma de fé presente e operante como enteléquia na Escritura, que dá o critério para a inteligência desta, está nas mãos da autoridade da Igreja” 12.
O Que Diz o Novo Catecismo Romano Sobre as Tradições
Apóia este pensamento o novo Catecismo da Igreja Católica quando assim pontifica: “A Sagrada Tradição e a Sagrada Escritura constituem um só sagrado depósito da Palavra de Deus”. 13
A interpretação eclesiástica é uma espécie de comentário da Sagrada Escritura, feita de tal modo pela Igreja Católica e para os católicos romanos, que a forma desta interpretação tem caráter obrigatório.
Os portadores da Tradição “é o povo de Deus” e a “Igreja Universal só pode atualizar a função de transmitir a Tradição incorporando-a e subordinando-a ao Magistério Eclesiástico”, mas “não tem papel puramente passivo na atividade transmissora, mas a este foi confiada a decisão”. 14
O Catecismo diz” “O Magistério da Igreja (Católica) empenha plenamente a autoridade que recebeu de Cristo quando define dogmas, isto é, quando, utilizando uma forma que obriga o povo cristão (católico romano) a uma adesão irrevogável de fé, propõe verdades contidas na Revelação divina ou verdades que com as quais têm uma conexão necessária”.
Noutra parte: "O encargo de interpretar autenticamente a Palavra de Deus foi confiado exclusivamente ao Magistério da Igreja (Católica), ao Papa e aos bispos em comunhão com ele”.
Vale salientar que o papa nem sempre precisa do “colégio apostólico” (bispos do mundo inteiro) para apoiá-lo em suas decisões, pois assim corroborou o Mons. Péricles Felice, Arcebispo titular de Samosata, Secretário Geral do Sacrossanto Concílio Ecumênico vaticano II:
“O Romano Pontífice, quando se tratar de ordenar, promover e aprovar o exercício da colegialidade em vista do bem da Igreja (Católica) procede segundo a sua própria decisão. O Sumo Pontífice como pastor supremo da Igreja (Católica), pode exercer o seu poder em qualquer tempo à sua vontade, como é exigido pelo seu cargo”. 15
A Igreja Católica Romana tem sido desafiada a revelar em que consiste este “depósito sagrado”, qual é, de fato, o seu conteúdo total além daquilo que “o Papa e os bispos em comunhão com ele” têm anunciado – mas ela, porém jamais deu a conhecer estas cousas!
Por isso, somos levados à conclusão de que ela prefere guardar em segredo a substância de que faz a “sagrada tradição”, com o objetivo de retirar, do seu “depósito sagrado” as novas formas de doutrinas que as circunstâncias vão exigindo, à medida que o tempo vai passando.
É certo que a Igreja Católica Romana aceite muitas verdades concernentes a Jesus Cristo e aos apóstolos, verdades estas que todos os cristãos podem aceitar igualmente.
Mas não há, a mínima evidência de que outras tradições tenham sido legadas à Igreja, além daquelas verdades consignadas nas páginas do Velho e Novo Testamento.
A Igreja Católica Romana, para refutar esta assertiva, cita determinadas passagens bíblicas que, segundo ela, evidenciam o contrário. Uma destas passagens é o texto de João 20:30 onde se lê: “Jesus, pois, operou também em presença de seus discípulos muitos outros sinais, que não estão escritos neste livro”. Se não foram escrito porque não eram tão importantes assim, aponto de servir como ensinamentos ou sinal.
Estes textos, certamente, nos está dizendo que houve outros sinais ou milagres realizados por Jesus Cristo, e que não estão registrados no evangelho de João. Muitos destes sinais, provavelmente, foram registrados nos evangelhos Sinóticos, que existiam bem antes de o Evangelho de João ter sido escrito.
Porém, pode ter havido “outros sinais” que não foram registrados em livro algum. No entanto, se fosse assim, é estranho que não haja uma sugestão sequer, de onde se possa inferir que tais tradições foram confiadas aos apóstolos, para serem transmitidas às gerações seguintes, como pretende a Igreja Católica Romana.
O texto seguinte diz: “Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome”  (João 20:31). Segundo esta passagem, o que foi registrado é suficiente para estabelecer o fato de que Jesus Cristo é o Filho de Deus, e, também, é suficiente para criar e estabelecer a fé que leve à vida eterna. Nenhuma tradição suplementar foi ou é necessária para isto.
Outras passagens citadas pela Igreja Católica são estas:
“Então, irmãos, estai firmes e retende as tradições que vos foram ensinadas, seja por palavras seja por epístola nossa” (2 Tessalonicenses 2:15).
“Mandamo-nos, porém, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que vos aparteis de todo o irmão que desordenadamente, e não segundo a tradição que de nós recebeu” (2 Tessalonicenses 3 6).
“De fato eu vos louvo porque em tudo vos lembrais de mim, e retendes as tradições assim como vo-las entreguei” (1 Coríntios 11:2).
Temos aqui três referências às tradições, mas estas três Epístolas foram escritas Bem antes de o Cânon do Novo Testamento ser encerrado, naquele período em que os ensinos orais estavam sendo escritos para formarem o Novo Testamento.
Elas foram escritas para ratificar o ensino oral já transmitidos às igrejas locais, pelos próprios apóstolos. Além disso, estes ensinos não eram suplementos adicionados à verdade escrita, incorporada nas Escrituras do Velho Testamento já em uso, e, portanto, não foram dados às igrejas locais para complementar o “Sagrado depósito”, como ensina a Igreja Católica Romana.
Este conflito não existiria se a assim chamada “sagrada tradição” procedesse verdadeiramente da mesma fonte de onde procede a Revelação escrita, pois, segundo Tiago 1 17 “Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação”.
Na segunda Carta de Paulo a Timóteo 3:15 -16 lemos: “Toda a Escritura é divinamente inspirada, e é proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra”. Ora, sábios, mas, também, para nos aperfeiçoar, habilitando-nos para toda a boa obra, que necessidade temos nós de tradição oral para suplementá-la?
Jesus apenas mencionou a tradição, para condená-la e para advertir contra a mesma: “Em vão, porém, me honram, ensinando doutrinas que são mandamentos de homens... Porque, deixando o mandamento de Deus, retendes a tradição dos homens... Bem invalidais o mandamento de Deus para guardardes a vossa tradição... Invalidando assim a palavra de Deus pela vossa tradição, que vós ordenastes” (Marcos 7:7 8, 13).
“Porque transgredis vós, também o mandamento de Deus pela vossa tradição?... E assim invalidastes, pela vossa tradição, o mandamento de Deus... Mas em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens” (Mateus 15:3 6.9).
Assim podemos verificar que o Senhor Jesus repreendeu os fariseus que faziam exatamente o que a Igreja Católica faz, hoje, criando um compêndio de ensinamentos e preceitos humanos, tornando-os iguais ou até mesmo superiores à Palavra de Deus, pois ela mesma diz que “da revelação não deriva a sua certeza a respeito de tudo o que foi revelado somente da Sagrada Escritura”16.
Finalmente, afirmamos que existem inúmeras passagens das Escrituras Sagradas declarando a sua suficiente total: “Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam” (João 5:39).
“À lei e o testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, é porque não há luz neles” (Isaías 8:20).
“A tua palavra é a verdade desde o princípio, e cada um dos teus juízos dura para sempre” (Salmos 119:160).
“Para sempre ó Senhor, a tua palavra permanece no céu” (Salmos 119:89).
“Ora, este de Beréia eram mais nobres que os de Tessalônica; pois receberam a palavra com toda a avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as cousas eram de fato assim” (Atos dos Apóstolos 17:11).
A Palavra de Deus “permanece para sempre” (1 Pedro 1:23 25). Ela “subsiste eternamente”(Isaías 40:8).  Ela “é perfeita, e refrigera a alma” (Salmos 19:7).  O próprio Senhor Jesus disse que não se pode abolir a Escritura (João 10:32). 17
João, o vidente de Patmos, no livro de Apocalipse (1:3) enuncia uma gloriosa bênção sobre aqueles que lêem e ouvem e guardam as Escrituras:
“Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo”.
Mas também faz uma solene advertência contra aqueles que acrescentam ou retiram alguma coisa por sua livre recreação “desta profecia”: “Porque eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro que, se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro; e, se alguém tirar quaisquer palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte do livro da vida, e da cidade santa, e das coisas que estão escritas neste livro” (Apocalipse 22:18-19).
Portanto, os acréscimos que a Igreja Católica Romana fez e tem feito ao longo dos séculos, verdadeiramente anulam sim a suficiência total das Sagradas Escrituras!

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012


A assim chamada "Igreja Católica Romana" insiste em que a "comunhão" não é apenas um sacramento que confere graça ao comungante, mas também sacrifício real a Deus, em que Cristo, como sacerdote, oferece o Seu próprio corpo e sangue.
As palavras de Mateus 26:26 -28 e de 1 Coríntios 11:23-26, particularmente as palavras:  "Este é o Meu corpo" e  "Este é o Meu Sangue", parecem muito simples e fáceis de se entender. Mas o fato é que elas, provavelmente, já causaram mais divisão dentro da Igreja Cristã do que quaisquer outras.
Por causa dessa doutrina milhares de cristãos foram mortos na Inglaterra, no século XVI, durante o reinado da sanguinolenta "Bloody Mary", sem falar nos milhões que foram assassinados, em todas as épocas, pelos papas do Catolicismo Romano.
De fato, não foi senão em 380 d.C. que a doutrina da "transubstanciação"apareceu, e, até então, as idéias a respeito da mesma eram vagas e contraditórias.
A palavra "transubstanciação"  não era comumente usada, até 830 d.C. e, mesmo depois dessa data, ela ainda permanecia em debate. Foi promulgada pelo Papa Inocêncio III, em 1215 d.C., e foi transformada em artigo de fé, em 1551 d.C. pelo Concílio de Trento, 1545-63 d.C. que anatemizou todos quantos a rejeitassem ou dela duvidassem.
Convém esclarecer que o Papa Inocêncio III, (1198 a 1216 d.C.), um dos mais poderosos da história da Igreja Romana, tendo assassinado milhares de inocentes, que eram visto como "hereges", declarou-se  "Vigário de Cristo, Vigário de Deus, Soberano Supremo da Igreja e do mundo" com o direito de depor reis e príncipes afirmando que  "todas as coisas na terra, no céu e no inferno estão sujeitas ao vigário de Cristo".
Nunca na história, até a chegada da Reforma Protestante, um homem exerceu maior autoridade do que ele! de decretar a herética transubstanciação, ordenou duas cruzadas, proibiu a leitura da BÍBLIA SAGRADA no vernáculo, ordenou o extermínio de todos os "Hereges", instituiu a  "Santa Inquisição" ou  "Santo Ofício" -- Hoje  "Sagrada Congregação para a Doutrina da fé" -- e mandou massacrar os albigenses, tendo dito que a cruzada contra esses santos  "havia sido a coroação dos seus objetivos como papa".
Mais sangue foi derramado durante o seu pontificado e dos seus imediatos sucessores do que em qualquer outro período da história da Igreja de Roma, exceto no esforço de esmagar a Reforma Protestante, nos séculos XVI e XVII.
Dir-se-ia que NERO, o monstruoso imperador romano, que mandou incendiar Roma para incriminar os cristãos, e decretou a morte do apostolo Paulo, poderia se assemelhar a um cordeiro, diante desse lobo voraz, Papa Inocêncio III.
Vejamos o que diz o Concílio de Trento:
Sessão XIII, outubro de 1515 - capítulo 4.Sobre a Transubstanciação:
Visto que Cristo, nosso Redentor, disse que o que Ele ofereceu sob aparência de pão era realmente seu corpo, sempre foi mantido na Igreja de Deus e este santo sínodo agora declara de novo que, pela consagração do vinho na substância de Seu sangue. E esta conversão é pela santa Igreja Católica convenientemente e com propriedade chamada transubstanciação".
Capítulo 5. Culto e veneração da Santa Eucaristia
E assim não se deixa lugar á dúvida de que todos os fiéis de Cristo devem em sua veneração demonstrar a este santíssimo sacramento o culto completo de adoração (latriae cultum) que é devido ao verdadeiro Deus, em concordância com o costume sempre aceito na Igreja Católica. E não deve ser menos adorado  porque foi instituído por Cristo Senhor para que pudesse ser tomado e comido"
Cânones sobre a Santa Eucaristia
Mansi, XXXIII 84 Cx. Denzinger, 883 ss.
"3. Sobre a Eucaristia. Se alguém negar que no venerável Sacramento da Eucaristia todo o Cristo está contido debaixo de cada parte separada de cada espécie  - seja anátema".
"9. Se alguém negar que cada um e todos os fiéis de Cristo, de ambos os sexos, tendo chegado aos anos de uso da razão, são obrigados a comungar, pelo menos uma vez por ano, no tempo da páscoa, em concordância com o preceito da Santa Madre Igreja -- seja anátema.
A Igreja Romana pretende basear sua doutrina herética nas Sagradas Escrituras, Vejamos João 6 48-58. Nesta passagem há oito referências à expressão da palavra Comer, e a palavra carne é repetida cinco vezes dos lábios do próprio Senhor Jesus Cristo.
Porém, negamos inteiramente que elas constituam a profecia da eucaristia da Igreja Romana.
Contra a interpretação católica romana desta passagem. lembremo-nos de que as palavras do Senhor, ditas nos primeiros versículos do mesmo capítulo 6 de João, são exatamente as que fazem parte da mesma controvérsia entre Jesus e os judeus, que desejam fazer Jesus repetir o primeiro milagre da multiplicação dos pães e dos peixes, de modo que pudessem ter outra refeição.
Verifiquemos, especificamente João 6 29, 35-37, 40,44,45,47. Nestas passagens temos as palavras crer ou vir empregadas nove vezes. O comer a carne e o beber o sangue significa, no pensamento de Jesus, a posse da vida eterna.
A consequência do crer ou vir, nas últimas passagens citadas é também a posse da vida, o comer a carne e o beber o sangue do Filho do Homem. portanto, equivalem a vir a Jesus, e a crer nEle.
Em sua falta de compreensão espiritual, os judeus não entenderam as palavras de Jesus e ficaram cheios de escrúpulos e perguntavam-se: "como pode Este, dar-nos a comer a Sua própria carne"?  (João 6 52).
Se tomadas literalmente. As palavras de Jesus levaram os judeus a encher-se de escrúpulos com justa razão, pois o comer a carne e o beber o sangue do filho do homem, seria puro canibalismo!
Alguns dos discípulos do Senhor também ficaram escandalizados com essas palavras e disseram: "duro é este discurso! Quem o pode ouvir?" (João 660).
Porém o Senhor deu Sua declaração clara explicando àqueles que desejavam recebê-lo, como o fez com as Suas parábolas, em Mateus 13 Jesus disse aos discípulos: "As palavras que eu vos tenho dito são espirituais e são vida" (V. 63).
As palavras de Pedro, ditas em seu nome e no dos demais apóstolos, mostram que eles interpretaram corretamente o SENTIDO das palavras de Jesus, como significando vir ao Senhor e crer nEle, pois o apóstolo Pedro disse: "...Senhor, para quem IREMOS NÓS ? Tu tens a palavra da vida eterna. E nós temos crido e conhecido que tu és o Santo de Deus!"( Vs. 68-69).
O que Jesus buscou esclarecer com as palavras ditas em João 6 57?:  "Assim como o Pai, que vive, Me enviou, e igualmente Eu vivo pelo Pai, também quem de mim se alimenta por mim viverá". Como é que Jesus "vive pelo Pai"?  Vive como o Verbo encarnado pela fé, no Pai e na sua palavra.
Examinemos outras passagens bíblicas que a Igreja Romana cita para sustentação da doutrina da comunhão ou eucaristia: Mateus 26:26-29; Marcos 14:22-24; Lucas 22:19-20 e 1 Coríntios 11:23-26.
A primeira coisa que precisamos notar, nestas passagens, é que as palavras "abençoar" e "dar graças" é a tradução da palavra grega "eulogein", que significa louvar. O dar graças e o abençoar ou louvar foram dirigidos a Deus!
A Igreja Romana, porém, sustenta que o pão e o vinho são abençoados e que, por meio dessa bênção, são transformados em alguma coisa diferente: CORPO E SANGUE.
Entretanto, a linguagem empregada nos textos citados não conduz a esta conclusão!  Era ação de graças e louvor REDIMIDOS A DEUS, exatamente como o Senhor Jesus Cristo fez, quando alimentou a multidão, dando graças pelos pães e pelos peixes (João 611).
A seguir, o que nos chama à atenção são as palavras de Jesus, depois da ação de graças: "isto é o Meu corpo... isto é o Meu sangue, o sangue da aliança".
Raciocinemos: poderia Jesus dizer que em Suas mãos estavam o Seu próprio corpo e sangue, quando ainda estava VIVO NO MEIO DOS DISCÍPULOS, habitando o mesmo corpo com o qual nascera de Maria e com o qual andara e ainda estava andando na companhia dos discípulos?
Tal pensamento propalado pela Igreja Romana para assegurar a  doutrina da transubstanciação fere frontalmente a inteligência das pessoas sensatas! Muitas vezes, nas Sagradas Escrituras encontramos a mesma construção gramatical, onde o verbo ser é usado com o sentido de representar, e nessas passagens não pode ter outro significado, senão vejamos:
As sete belas vacas SÃO (representam) sete anos e as sete belas espigas, igualmente (SERÃO)  sete anos..."(Gênesis 49:9-14).
Porque o SENHOR Deus É sol e escudo..." (Salmos 84:11).
Lâmpada para os meus pés É a Tua palavra e luz, para os meus caminhos" (Salmos 119:105).

"O campo é o mundo; a boa semente SÃO os filhos do reino; o joio SÃO os filhos do maligno; o inimigo que semeou é o diabo; a ceifa É a consumação do século, e os ceifeiros SÃO os anjos" (Mateus 13 39-39).
"A garganta deles é um sepulcro aberto..." (Romanos 3:13).
"Eu SOU a porta (João 10:9).  "Eu SOU a videira verdadeira..." (João 15:1).
Geralmente empregamos a mesma liguagem em nossos dias. Olhando, por exemplo, a planta de uma casa dizemos: "Isto é a sala de jantar e aquilo é a cozinha".  Ou quando olhamos uma fotografia dizemos: "Esta é fulana e aquele é beltrano".
Quando assim falamos, estamos usando exatamente a linguagem de Jesus, quando tomou o pão e o vinho. Na realidade, Ele não falou do vinho mas do CÁLICE, quando disse:  "Isto é o meu sangue, o sangue da aliança".
Outra coisa que chama a nossa atenção é o fato de que Jesus, após ter abençoado o vinho, o tenha chamado de  "o fruto da videira". Vejamos as passagens, na Bíblia Sagrada:
"E digo-vos que, desta hora em diante, não bebereis deste fruto da videira, até aquele dia em que hei de beber, novo, no reino de meu Pai" (Mateus 26:29).  "Em verdade vos digo que jamais beberei do fruto da videira, até àquele dia em que o hei de beber, novo, no reino de Deus" (Mateus 14:25).   "Pois vos digo que, de agora em diante, não mais beberei do fruto da videira, até que venha o reino de Deus" (Lucas 22:18).
Isso demonstra claramente que a substância do vinho NÃO HAVIA MUDADO!  Paulo age do mesmo modo, quando chama os elementos da Ceia de pão e vinho: Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do Senhor até que Ele venha".  (1 Coríntios 11:26).
As narrativas da instituição da "Ceia do Senhor" nos Evangelhos e na Carta de Paulo aos Coríntios, tornam claro que Jesus falou em sentido figurado, quando disse: "Este é o cálice da nova aliança no Meu sangue..." (Lucas 22:20).
E Paulo cita Jesus dizendo: "Este cálice é a nova aliança no Meu sangue; fazei isto todas as vezes que o beberdes, em memória de Mim" (1 Coríntios 11:25).
Nestas palavras Ele usou dupla figura de linguagem. O cálice representa o vinho e o vinho é chamado de nova aliança.
O cálice não era literalmente a nova aliança, embora ficasse definitivamente declarado, como o pão foi declarado ser o seu corpo. Eles não beberam o cálice literalmente, como também não beberam literalmente a nova aliança!  Como é ridículo dizer que eles o fizeram!
O Seu corpo também não foi o pão literal, nem o vinho, seu sangue literal. Como já dissemos, depois de dar o vinho aos discípulos Jesus disse:  "Pois vos digo que, de agora em diante, não mais beberei do fruto da videira, até que venha o reino de Deus" (Lucas 22:18).
Assim o vinho, mesmo que dele Jesus tenha tomado e depois dado aos Seus discípulos, continuou sendo o fruto da videira!  Nenhuma alteração houve nos elementos. Isso aconteceu depois da oração de consagração, quando a Igreja Romana supõe e ensina que aconteceu a alteração, mesmo tendo Jesus e Paulo declarado que os elementos continuaram sendo pão e vinho.
Na verdade, como poderiam as palavras de Cristo: "Este é o Meu corpo e este é o Meu sangue" ser aceita no sentido literal?  Voltamos a enfatizar que na ocasião em que estas palavras foram ditas, o pão e o vinho estavam sobre a mesa, diante dEle, e Ele estava assentado à mesa em Seu corpo, como qualquer pessoa viva! A crucificação ainda não havia acontecido! Eles comeram a Ceia do Senhor, antes da crucificação.
Além disso, não podemos fazer algo em memória de alguém que está presente, como a Igreja Católica faz, dizendo que Cristo está presente na missa. Mas no futuro, quando estivesse ausente, estas coisas poderiam simbolizar o Seu corpo partido e o Seu sangue derramado.
Seus discípulos poderiam, então, relembrar o Seu sacrifício e o pão e o vinho poderiam ser tomados "em memória" dEle  (1 Coríntios 11:25).
As palavras de Jesus "fazei isto...em memória de Mim" mostram que a Ceia do Senhor não foi um tipo de operação mágica, mas exclusivamente um memorial !  E com que finalidade?  Com o objetivo de convocar todos os cristãos, através dos séculos, a que se lembrassem da crucificação do Senhor e de todos os benefícios dela provenientes!
Um memorial não apresenta a realidade, como no caso de serem o pão e o vinho o seu verdadeiro corpo e sangue, mas uma coisa totalmente diferente, que serve apenas como lembrança da coisa real. Esta é a lógica!  É perfeitamente óbvio a qualquer leitor observador inteligente que a Ceia do Senhor foi especialmente estabelecida como uma simples festa memorial. De maneira alguma como uma "reencarnação" de Cristo!
Comer e beber carne e sangue humano é coisa repulsiva e abominável a Deus, e também a qualquer pessoa mentalmente são, especialmente aos judeus. Essa prática é contrária às Escrituras e ao senso comum.  "Qualquer homem da casa de Israel ou dos estrangeiros que peregrinam entre vós que comer algum sangue, contra ele me voltarei e o eliminarei do seu povo" (Levíticos 17 10). "Tão somente o sangue não comerás... (Deuteronômio 12:16).
Na lei judaica havia severa penalidade contra quem comesse sangue. Na visão de Pedro (Atos dos Apóstolos 10), quando ele recebeu ordem de levantar-se, matar e comer, ele protestou imediatamente, dizendo que nunca comera coisa imunda. Um pouco mais tarde, o Concílio de Jerusalém, legislando para a dispensação cristã, ratificou a proibição de se comer sangue: "Que vos abstenhais das coisas sacrificadas a ídolos, bem como do sangue, da carne de animais sufocados e das relações sexuais ilícitas; destas coisas fareis bem de vos guardardes. Saúde" (Atos dos Apóstolos 15:29).
É impossível crer que, quando os apóstolos estabeleceram a lei de Deus, eles mesmos participassem, não apenas de sangue de animal, mas principalmente de sangue humano -- o que seria o caso se na Ceia do Senhor, eles comessem regularmente a carne e o sangue literais de Cristo!  Que fale mais alto o bom senso! Que os queridos e sinceros católicos sejam despertados do seu sono...(Efésios 5:14).
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“Transubstanciação” Uma Vergonhosa Falsificação
A Igreja Romana sustenta que a "transubstanciação" é o maior de todos os milagres! A evidência de toda palavra de Deus e de toda experiência prática demonstra que a chamada "transubstanciação" não é um milagre, PORÉM UMA VERGONHOSA FALSIFICAÇÃO!
O Senhor Jesus, quando viveu entre os homens, realizando o Seu ministério terreno, operou muitos milagres e todos eles traziam consigo sua própria evidência.
O cego viu, o coxo andou, os mortos ressuscitaram, os pães foram multiplicados diante de milhares de testemunhas oculares que comeram o pão multiplicado, saciando sua fome. A ressurreição de Jesus foi poderoso milagre, tão poderoso que mesmo os que O conheciam bem, ficaram em dúvida a princípio. Como foi que Jesus dissipou suas dúvidas? O Senhor disse:
"Vede as Minhas mãos e os Meus pés, que sou Eu mesmo; apalpai-me e verificai, porque um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que Eu tenho" (Lucas 24:39).
Para o incrédulo Tomé, o Senhor disse: "Põe aqui o dedo, e vê as Minhas mãos. Chega também tua mão e põe-na no Meu lado; não sejas incrédulo, mas crente" (João 20:27).
O Senhor Jesus Cristo instou com os seus discípulos para que exercitassem sua capacidade de critica, a fim de provar a realidade da ressurreição!
A Igreja Romana, entretanto, não age assim em relação às suas doutrinas, como no caso da "transubstanciação"! Ainda que o pão e o vinho, após devidamente abençoados pelo sacerdote, conservem sua aparência, sua forma, seu gosto, seu cheiro, seu peso e sua cor e, ainda que as qualidades aprendidas pelos sentidos sejam as mesmas que eram antes da consagração, os católicos romanos são obrigados a rejeitar toda a verdade racional dos seus sentidos ou ser anatemizados!
Segundo a Igreja Romana, aquilo que os sentidos aprendem depois da consagração do pão e do vinho, na eucaristia, são os acidentes!  Quando Jesus transformou a água em vinho, em Caná da Galiléia, as características da água desapareceram, PORQUE A ÁGUA DEIXOU DE EXISTIR, conforme João 2:9-10. Esse episódio é bastante claro à nossa inteligência!
Que o sacrifício de Cristo no calvário foi completo, como oferta única, e que jamais deveria ser repetido, está claramente expresso em Hebreus capítulo 7, 9,10. Senão vejamos:
Que não tem necessidade, como os sumos-sacerdotes, de oferecer todos os dias sacrifícios, primeiro, pelos pecados próprios depois, pelos do povo; porque isto fez de UMA SÓ VEZ POR TODAS quando a si mesmo se ofereceu" (Hebreus 7:27).
"Não por meio de sangue de bodes e de bezerros, mas pelo seu próprio sangue, entrou no Santo dos Santos, UMA VEZ POR TODAS, tendo obtido eterna redenção (9:12).
"Com efeito, quase todas as coisas, segundo a Lei, se purifica com sangue; e, SEM DERRAMAMENTO DE SANGUE NÃO HÁ REMISSÃO. Era necessário, portanto, que as figuras das coisas que se acham nos céus se purificassem com tais sacrifícios a eles superiores. Porque Cristo não entrou em santuário feito por mãos, figuras do verdadeiro, porém no mesmo céu, para comparecer, agora, por nós, diante de Deus; nem ainda para se oferecer a si mesmo muitas vezes, como o sumo sacerdote cada ano entra no Santo dos Santos com sangue alheio.
"Ora, neste caso, seria necessário que Ele tivesse sofrido muitas vezes desde a fundação do mundo; agora, porém, ao se cumprirem os tempos, se manifestou UMA VEZ POR TODAS, para aniquilar, pelo sacrifício de si mesmo, o pecado".
"E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo depois disto, o juízo, assim também Cristo, tendo se oferecido UMA VEZ PARA SEMPRE para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o aguardam para a salvação" (9:22 -28).
"Nessa vontade é que temos sido santificados, mediante a oferta do corpo de Jesus Cristo, UMA VEZ POR TODAS. Ora, todo sacerdote se apresenta, dia após dia, a exercer o serviço sagrado e a oferecer muitas vezes os mesmos sacrifícios, QUE NUNCA JAMAIS PODEM REMOVER PECADOS”.
"Jesus, porém, tendo oferecido, PARASEMPRE, um ÚNICO SACRIFÍCIO PELOS PECADOS, assentou-Se à destra de Deus, aguardando, daí em diante, até que os Seus inimigos sejam postos por estrado dos Seus pés. Porque, COM UMA ÚNICA OFERTA, aperfeiçoou para sempre quantos estão sendo santificados". (Hebreus 10:10-14).
Observem que nesses versículos aparece a declaração "uma vez por todas" (Heb. 10:10), contendendo a idéia de inteireza ou finalidade, que impossibilita a repetição.
Isso está mais do que claro! A obra de Cristo na Cruz foi completa, perfeita e definitiva! Ela constituiu um acontecimento histórico que jamais foi repetido e que realmente não pode e jamais poderá ser repetido! A linguagem é perfeitamente clara:
Cristo ofereceu "um único sacrifício pelos pecados..."(Hebreus 10:12). Paulo diz: "Sabedores de que, havendo Cristo ressuscitado dentre os mortos, JÁ NÃO MORRE; a morte já não tem domínio sobre ele" (Romanos 6:9), e o escritor de Hebreus diz que "...com uma única oferta aperfeiçoou para sempre quantos estão sendo santificados..." (10:14).
Os versículos que acabamos de citar contradizem completamente tudo que a Igreja Romana tem a dizer sobre a missa. Graças a Deus podemos olhar para trás, a fim de ver o que o Senhor Jesus fez no Calvário e saber que Ele completou o sacrifício pelos pecados, uma vez por todas, e que a nossa salvação não depende do capricho ou decreto arbitrário de qualquer sacerdote ou igreja!
Qualquer presunção de uma oferta contínua pelo pecado é mais do que inútil, pois é uma negação da eficácia do sacrifício expiatório de Cristo no Calvário!
Pregado na cruz, e antes de render o espírito a Deus, Jesus exclamou: "TUDO está consumado!" (João 19:30). Isso em virtude de ter sido consumada a Sua obra propiciatória, quando o Seu cadáver foi tirado da cruz e colocado na sepultura.
Contudo, Ele não está na sepultura agora! Ao terceiro dia ressurgiu dos mortos e hoje está à mão direita de Deus Pai, apresentando o Seu sacrifício Perfeito e completo, em favor de todos quantos nEle confiam! Cristo não precisa de "missas" para suplementar a obra que já concluiu!
Alegar que o chamado "sacrifício da missa" serve de ajuda aos que estão no "PURGATÓRIO" é agir com falsidade. Esta é outra balela inventada pela Igreja Romana, que no século VI recebeu essa doutrina de forma convencional, das mãos do papa Gregório I, o grande, (590-604 d.C.). Doutrina essa que foi proclamada como artigo de fé em 1439, pelo Concílio de Florença e mais tarde confirmada pelo Concílio de Trento, em 1548.
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Santa Missa - Uma Oferta De Sacrifício Para A Salvação?
Os católicos romanos que levam a sério a sua filiação à Igreja e que, na maioria dos casos, foram treinados desde a sua infância a crer que a missa é um sacrifício diário oferecido por eles, acham difícil deixar a Igreja Romana precisamente porque temem que sem a missa eles possam perder a sua salvação.
Desse modo, a missa/eucaristia e os demais sacramentos do Romanismo são elos da cadeia de ferro que aprisiona as consciências humanas, destruindo sua liberdade espiritual e destinando suas almas para a perdição eterna.
Um católico romano devoto considera essa questão de salvação através da missa com muito mais seriedade do que a maioria dos evangélicos possa imaginar. E a hierarquia romana percebeu rapidamente que a maneira mais segura de manter aprisionados as mentes e os corações do povo, através dos séculos, seria através da missa, que se transformou no próprio coração do catolicismo Romano.
Por isso a hierarquia proclama que é uma representação visível, do sofrimento e da morte de Cristo, através deste simbolismo. Somente quando uma pessoa começa a ler a Bíblia Sagrada atenta e inteligentemente, com espírito de oração, e que descobre que o único sacrifício necessário para a sua salvação foi feito por Jesus Cristo no Calvário, e que a missa não pode ser uma continuação desse sacrifício.
É bom salientar que nenhuma missa é rezada sem pagamento! A missa rezada para benefício de uma alma no "purgatório", nas chamadas "missas comunitárias", custa em torno de dois a três reais.
Contudo o seu preço quando rezada fora do horário habitual chega a variar entre dez e trinta reais.  A "Missa de Requiem" (rezada em funerais) atualmente é cobrada em torno de sessenta a setenta reais! (Obs: valores praticados em 1993 e se modificam de diocese para diocese).
Se alguém duvidar dessa afirmação, que solicite a presença de um sacerdote, quando falecer algum familiar, e constate a veracidade da mesma! Missa para celebração de 15 anos, de casamento ou de bodas de prata/ouro tem cotação livre! dependendo do aparato social, os preços podem dobrar! Eles variam nas diferentes dioceses e de acordo com o poder aquisitivo dos paroquianos! É um excelente meio de arrecadar dinheiro para os cofres do padre e do bispo!
No dia de finados, rezam-se três missas. Duas pelas almas no "purgatório" e uma em intenção do papa, isto é como intenção rezada pelo bem do ofertante! Cada paroquiano da Igreja Romana é obrigado a assistir a essas missas dai porque as entradas nos cofres da Igreja local ou paróquia, nesse dia, são geralmente consideráveis!
Quanto mais missas forem rezadas por uma alma que agoniza no "purgatório", tanto melhor para o padre! A necessidade de um tão grande número de missas através de longos períodos de tempo, certamente lança dúvidas na declaração de que uma missa seja de tão alto valor em questões de salvação!
Um dos piores aspectos do sistema de missa é que o sacerdote jamais pode dar certeza de que a alma, pela qual se celebrou a missa, já esteja ficando livre do "purgatório"!!! Ele decididamente não tem um critério pelo qual possa dar essa garantia!  Por isso as missas podem ser oferecidas "ad infinitum", ou até enquanto o iludido católico romano estiver disposto a pagar por elas, crente de que está ajudando a alma do seu parente (ou amigo) a sair do fantasioso "purgatório".
Esta é a realidade!  Quem conhece a Palavra de Deus não precisa cair nesses "contos do vigário"! Além do mais, se o sacrifício de Cristo na Cruz do Calvário foi inteiramente gratuito, por que então o seu "vigário" na terra se acha no direito de cobrar pela simples repetição desse sacrifício?
Em vista do destaque dado à missa pela Igreja Romana, seria particularmente interessante declarar-se que ela não era conhecida na Igreja Primitiva. Ela foi inicialmente proposta por um monge beneditino de nome Radbertus, no século IX, e só veio a fazer parte oficial da doutrina católica romana quando pronunciada como tal, pelo Concílio de Latrão, em 1215 d.C. sob a direção do Papa Inocêncio III, de quem já falamos, tendo sido ratificada no Concílio de Trento, em 1545 d.C.
A "transubstanciação" não se encontra no Credo dos Apóstolos nem nos credos Niceno e Atanasiano. Sua primeira citação no credo foi feita pelo Papa Pio IV, no ano de 1564. Somente no ano de 1415 d.C., por causa do decreto do Concílio de Constança, e que a Igreja Romana passou a recusar o cálice aos leigos.
Em diversas ocasiões na história dos primórdios da Igreja Romana, os papas condenaram como sacrilégio que se servisse apenas o pão na comunhão.
O decreto de que só se devia servir pão aos leigos foi criado em 15 de junho de 1415, num período bastante confuso da Igreja Romana, quando esta teve três papas, ao mesmo tempo: Gregório XII, Bento XIII e João XXIII, o "ambicioso Cardeal Cossa, que sucedeu Alexandre V", os chamados "papas de Pisa".
É interessante observar que o primeiro Papa João XXIII, considerado ilegítimo (1410-1415), foi retirado sumariamente da lista do papado e o Cardeal Ângelo Giuseppe Roncalli, adotou o nome de Papa João XXIII (1958-1963) a fim de "apagar" a memória da baderna papal reinante nesse período.
O primeiro Papa João XXIII, foi tido, pelos historiadores, "como o mais depravado criminoso que já se sentou no trono papal"! Foi "considerado réu de mais de 70 crimes" (alguns deles hediondos).  "Quando era cardeal, em Bolonha, duzentas jovens freiras e senhoras casadas foram vítimas de seus assédios sexuais! Como papa, violou freiras e donzelas, e viveu em adultério com a mulher do próprio irmão”! "Foi réu de sodomia e outros vícios inomináveis"! “Comprou o cargo pontifício e vendeu cardinalatos a filhos de famílias ricas, negando, abertamente, a doutrina da vida futura"!
Diz-nos o então Arcebispo, D. Jaime de Barros Câmara, já falecido, em seu livro "Apontamentos de história Eclesiástica", que João XXIII foi processado -- "Com a acusação de 72 grandes crimes e na segunda sessão (do Concílio de Constança), foi deposto solenemente, por ter escandalizado a Igreja com sua fuga e costumes".
E continua: "Após muita relutância, João XXIII se submeteu à sentença do Concílio. Seis semanas mais tarde na XIV sessão, o papa legítimo, Gregório XII, depois de ter reconhecido como legítimo o Concílio convocado por Sigismundo, renunciou espontaneamente ao papado em nome da paz da cristandade. Pedro de Luna (Bento XIII) tendo recusado obstinadamente sua resignação foi afinal deposto na XXXVII sessão, como herege sismático. Nada mais restava, a não ser escolher um papa legítimo”.
"Em 12 de novembro de 1417, o cardeal Oddoni Colonna que tomou o nome de Martinho V, foi reconhecido pela Igreja Romana. João XXIII foi posto em liberdade, após quatro anos de prisão, tendo ido prostrar-se aos pés de Martinho V, que lhe conservou as honras de cardeal (a um papa preso pela própria Igreja em razão de tantos crimes!), restituindo-lhe, desse modo, o direito de eleger outros papas, tão corruptos quanto ele...".
"Gregório XII morreu cardeal, dois anos após sua abdicação. Bento XII faleceu em 1424, no castelo de Peniscola (preso), sem se submeter ao concílio, e reconhecido como papa por apenas dois mil fiéis".
É o caso de perguntar: nesse período tão confuso do reinado papal, com três papas brigando pela legitimidade de seus cargos, como ficou a tão propalada "sucessão apostólica"?
Será que a "infalível linha de sucessão pedrinha malasartiana" (conforme citação da pesquisadora Mary Schultze) não foi quebrada nessa ocasião?  Que o bom senso responda por si mesmo!
As declarações de D. Jaime de Barros Câmara encontram-se, disponíveis em seu livro "Apontamentos de História Eclesiástica" (Editora Vozes, 1942, Petrópolis, RJ).
O livro de Mary Schultze -- "A Deusa do Terceiro Milênio", contendo informações detalhadas sobre o "mito Mariano", está à venda na Editora Universal.